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Brasil
10/11/2009 - 15h04

Governistas ignoram oposição e mantêm depoimento do presidente da Petrobras na CPI

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Senadores governistas ignoraram a decisão do DEM e PSDB de abandonar a CPI da Petrobras e mantiveram hoje o depoimento à comissão do presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, para explicar supostas denúncias contra a empresa.

Sete senadores governistas marcaram presença na comissão para o depoimento de Gabrielli, sem a presença de nenhum membro da oposição.

Além dos governistas, o ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra --que disputa a presidência do PT-- também sentou-se à comissão para acompanhar o depoimento de Gabrielli.

Na apresentação inicial aos senadores, Gabrielli rebateu uma a uma as acusações da oposição contra a Petrobras, especialmente no que diz respeito às denúncias de superfaturamento da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Segundo o presidente da empresa, a construção da refinaria aqueceu a indústria do petróleo na região e melhorou os procedimentos da estatal no refino do petróleo.

Gabrielli disse que a Petrobras prestou todos os esclarecimentos ao TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a construção da refinaria, ao contrário do que argumenta a oposição.

No que diz respeito aos indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataforma de exploração de petróleo, denunciados na operação Águas Profundas, da Polícia Federal, Gabrielli disse que a estatal manifestou "intensa colaboração" com as investigações para apurar as fraudes.

"Tivemos alguns aprendizados, e com o processo de melhoria contínua, incorporamos experiências para que novas quadrilhas não possam usar os mesmos artifícios que usaram neste caso", disse.

Gabrielli também rebateu denúncias de irregularidades nos contratos de construção de plataformas e no uso de verbas publicitárias da empresa --assim como rebateu acusações de que a Petrobras usou manobra contábil para reduzir o recolhimento de impostos e contribuições.

Segundo o presidente da estatal, os procedimentos contábeis estão previstos em medida provisória editada pelo Executivo em 2001, assim como se tornaram práticas adotadas por diversas empresas.

Debandada

A oposição anunciou hoje a saída da CPI da Petrobras quatro meses depois de a comissão ser instalada no Senado para investigar supostas irregularidades na estatal --num gesto inédito no Legislativo.

Ao apresentar um relatório final antecipado com denúncias contra a Petrobras, senadores oposicionistas apontaram 18 irregularidades que comprometeriam a gestão da empresa.

As denúncias foram formalizadas em 18 representações que serão encaminhadas amanhã pelo DEM e PSDB ao Ministério Público Federal. Os oposicionistas afirmam que as denúncias integram o relatório que seria apresentado paralelamente à comissão no final dos seus trabalhos, mas acabou antecipado com o anúncio da debandada da CPI.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
sem opinião
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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