21/10/2004
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19h06
da Folha Online, em Brasília
O secretário de Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, divulgou uma nota afirmando que as fotos divulgadas nesta semana pela imprensa não correspondem ao jornalista Vladimir Herzog, morto durante a ditadura militar (1964-1985).
O jornalista foi morto em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-Codi de São Paulo. Na época, Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura.
No último domingo, o jornal "Correio Braziliense" divulgou fotos supostamente de Herzog, ainda vivo, nu e humilhado na cela de uma prisão.
O secretário pediu apenas ontem que a Abin (Agência Nacional Brasileira de Inteligência) fizesse um levantamento sobre as imagens. Hoje a agência comunicou que as fotos não são do jornalista.
Segundo nota divulgada hoje pelo secretário, as fotos "são produto de uma investigação ilegal conduzida no ano de 1974 pelo antigo Serviço Nacional de Informações (SNI). Por violar a vida privada dos fotografados, estou impedido --moral e legalmente-- de revelar os nomes das pessoas na fotografia".
A Secretaria de Direitos Humanos não soube informar como a Abin chegou a essa conclusão.
Ainda de acordo com a nota, a viúva de Herzog, Clarice Herzog, e os ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, já foram comunicados da descoberta.
Em 1978, a União foi considera responsável pela tortura e morte de Herzog. Em 1996, a Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos reconheceu que Herzog foi assassinado no DOI-Codi de São Paulo e decidiu conceder uma indenização para sua família.
O ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), considerou lamentável todo o episódio sobre as supostas fotos do jornalista Vladimir Herzog. Para o parlamentar, o esclarecimento da Abin joga um "balde de água fria" sobre as investigações em relação ao período do regime militar.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre o jornalista Vladimir Herzog
Leia o que já foi publicado sobre o período do regime militar
Fotos de preso torturado não são de Herzog, diz ministro
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ANA PAULA RIBEIROda Folha Online, em Brasília
O secretário de Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, divulgou uma nota afirmando que as fotos divulgadas nesta semana pela imprensa não correspondem ao jornalista Vladimir Herzog, morto durante a ditadura militar (1964-1985).
O jornalista foi morto em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-Codi de São Paulo. Na época, Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura.
No último domingo, o jornal "Correio Braziliense" divulgou fotos supostamente de Herzog, ainda vivo, nu e humilhado na cela de uma prisão.
O secretário pediu apenas ontem que a Abin (Agência Nacional Brasileira de Inteligência) fizesse um levantamento sobre as imagens. Hoje a agência comunicou que as fotos não são do jornalista.
| Reprodução/C.Braziliense |
![]() |
| Foto de preso político |
Segundo nota divulgada hoje pelo secretário, as fotos "são produto de uma investigação ilegal conduzida no ano de 1974 pelo antigo Serviço Nacional de Informações (SNI). Por violar a vida privada dos fotografados, estou impedido --moral e legalmente-- de revelar os nomes das pessoas na fotografia".
| Reprodução/C.Braziliense |
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| Foto de preso político |
A Secretaria de Direitos Humanos não soube informar como a Abin chegou a essa conclusão.
Ainda de acordo com a nota, a viúva de Herzog, Clarice Herzog, e os ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, já foram comunicados da descoberta.
Em 1978, a União foi considera responsável pela tortura e morte de Herzog. Em 1996, a Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos reconheceu que Herzog foi assassinado no DOI-Codi de São Paulo e decidiu conceder uma indenização para sua família.
O ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), considerou lamentável todo o episódio sobre as supostas fotos do jornalista Vladimir Herzog. Para o parlamentar, o esclarecimento da Abin joga um "balde de água fria" sobre as investigações em relação ao período do regime militar.
Especial



