Brasil
12/11/2009 - 19h52

Oposição rebate Dilma e diz que não republicano é fugir do debate do apagão

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A oposição reagiu nesta quinta-feira à declaração da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) de classificar como algo "não republicano" a politização do apagão que atingiu o país há dois dias. Senadores do DEM e PSDB afirmaram que Dilma quer desvincular sua imagem à do apagão para evitar danos à sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2010.

"Quando ela tem argumentos e razão, ela corre para cima do assunto. Quando não tem argumentos, procura se esconder, e é ajudada pelo governo, que procura blindá-la", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).

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Dilma diz que politizar apagão não é republicano

Para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), Dilma adotou postura "não republicana" ao ter se mantido em silêncio sobre o apagão desde terça-feira. "Ela deve imaginar que republicano é o pensamento único. Ela tem um critério de republicanismo que não é o meu, do meu partido. Mas ela não pode impedir que eu e o meu partido falemos. Talvez republicano seja a omissão dela nesses dias todos", afirmou.

Na opinião do tucano, Dilma manteve-se em silêncio sobre o apagão para não arranhar sua candidatura no ano que vem, repassando as responsabilidades ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia). "Ela deve sair de cena aconselhada pelo marqueteiro, e voltar à cena aconselhada também pelo marqueteiro. Essa é uma República perigosa", afirmou.

A oposição também reagiu ao fato de Dilma ter classificado de "barbeiragem" os racionamentos de energia, como ocorreu no país na gestão Fernando Henrique Cardoso. "Eu sou muito mais tentado a achar que houve barbeiragem agora do que raio. Esse sistema dito como sólido, e ela garantindo que não haveria apagão não aguenta um raio? Um barco no Amazonas tem para-raio", disse Virgílio.

Em entrevista nesta quinta-feira, Dilma disse que "blecautes podem ocorrer, mas racionamento é barbeiragem". Ao comentar as críticas da oposição ao apagão elétrico, Dilma disse que "não se pode politizar uma coisa tão séria para o país, não é republicano".

Investigações

Agripino disse que o partido promete realizar investigações técnicas para apurar as causas do apagão, paralelamente à apuração conduzida pelo governo e pelo Congresso. Na opinião do senador, a justificativa do governo federal de que fenômenos climáticos provocaram cortes de energia em 18 Estados do país não condiz com a realidade.

Com base em estudos técnicos do DEM, Agripino disse que pode ter sido desligado um sistema de segurança de energia formado por 91 usinas termelétricas que têm como função dar suporte ao sistema hidrelétrico nacional. O governo teria desligado o sistema de segurança, segundo Agripino, para comprar energia que sobrou em usinas hidrelétricas em algumas localidades brasileiras.

"Quando ocorreu a sobrecarga, o sistema que deveria estar conectado e foi desligado porque produziu energia mais cara, que o governo foi comprar mais barata, e desligou. O que houve foi má gestão do atual do governo. Os estudos técnicos demonstram isso. Má gestão do sistema em função do interesse comercial do setor estatal de energia elétrica de ter procurado ter energia mais barata, desligando um sistema que tem que estar conectado o tempo todo", afirmou.

Comentários dos leitores
Bolinha da Lulu (713) 22/11/2009 01h51
Bolinha da Lulu (713) 22/11/2009 01h51
para os que não sabem história e se arvoram de grandes conhecedor e procuram se apoiar em quem apenas ironiza as condições de outrem.
Franco Montoro foi eleito pelo voto Governador de São Paulo em 82 pelo PMDB com Quercia como seu vice. Na época foi feito um acordo que o Quercia seria o candidato para próxima legislatura. No final do mandato de Montoro tentou mudar para qeu Covas se candidata-se, mas Quercia não abriu mão da prerrogativa de disputar o governo paulista. Covas se candidata a senador e vence.
Quercia estoura com o erário paulista para eleger o Fleury seu sucessor Ambos do PMDB. A mesma burrada que Maluf fez com Pita. Fleury sem respaldo político ou compromissos, foi engolido pelas beneficies que teve que fazer para se sustentar. Acabou falindo o Estado. Como Pita destruiu a capital paulista. Então se elegeu Covas pelo PSDB ( o 1º governador da sigla) Que fez o possível para recolocar as finanças do Estado em dia e equilibrada. O que conseguiu. Para tanto fomos obrigados a engolir a progressão continuada e assim o nível escolar caiu vertiginosamente. O que deveria ter sido modificado pelo Chalita que preferiu ficar cantando musiquinha em igreja.O Serra vem tentando modificar isso mais ainda esta aquém das expectativas,mas poderá com certeza deixar algo para o futuro se derem continuidade ao critério de premiação.
Agora pela experiência paulista e pela bomba de de vários megatons que esta sendo armado pelo Lulla se a Dilma ganhar,o país flaíra com todo a certeza
sem opinião
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Não sei de nada", fantasiou Lula quando o escândalo do mensalão explodiu. MENTIRA. Sabia desde a conversa com o governador goiano Marcone Perillo, que lhe transmitiu em primeira mão a notícia endossada dias depois pelo deputado Roberto Jefferson. "Fui traído", desconversou mais tarde. NOVA MENTIRA pois quem se queixa publicamente de alguma traição sem identificar os traidores ou gostou de ser traído ou tem culpa no cartório."O PT fez o que todos fazem", disse em seguida o metalúrgico enviado pela Divina Providência para salvar o Brasil dos partidos que fazem o que fez o PT "por atacado". CONVERSA FIADA. Os partidos fazem caixa dois. O PT organizou o maior esquema de corrupção e desvio de dinheiro da historia do pais. Fez o caso PC Farias parecer coisa de trombadinha. "O mensalão foi uma tentativa de golpe no governo. Foi a maior armação já feita contra o governo". GOLPE o deputado Tarso Genro propor a derrubada de um presidente que acabara de ser reeleito por maioria esmagadora em primeiro turno.
PS. Srs.prolixos lembrem-se que nas eleiçoes de 2010 FHC nao é candidato. A sindrome vem acompanhando "criador e criaturas" que insistem em disputar uma quinta eleiçao contra o ex presidente. Candidatos do PSDB deverao ser Serra e Aecio. Nao se esqueçam de Marina e Ciro. Eles serao a pedra no sapato da "poderosa" de Lula. A luta nao é pra elege-la, mas leva-la para um eventual segundo turno.
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sergio barbosa (215) 21/11/2009 23h11
sergio barbosa (215) 21/11/2009 23h11
comentário CAMPEÓN
THE CHAMPION:
20/11/2009 08h35..... dê uma olhada, mesmo que a forma tenha seus críticos, o conteúdo é de pasmar
comecem por esse instrumento, a se inteirarem da vida do borrador e aprofundem em sua (dele) porta-malografia de vida, verão que até aqui o seguido tinha seus seguidores, por, estes desconhecerem a história do próprio País
Meu ídolo Covas, bastião moral que esse partido já não tem, era de outra cepa, não era borrador, fujão etç; na tribuna em seu último discurso, já sabia da traição dos demo então arena, que usurparam seu mandato, o cara caiu de pé....o moral jamais caiu.....somente o câncer o fez curvar....lá de cima vendo o dar as mãos hoje, aos demos, daqueles que estiveram em sua seara, revira na cova, por saber do moral vilipendiado, daquilo que fundou, vira-se e comenta com Montoro:
É excelência.....eles SABEM O QUE FAZEM: VENDEM A ALMA, MAS SABEM, QUEREM O PODER.....pelo poder
e o silêncio se faz, em resposta
não sem antes aquele característico repuxar da face junto a boca do seu interlocutor espiritual........também fundador e, decepicionado com que vê desde lá.......POR FIM CONCORDA COM o dito, capitado pela percepção extra sensorial, de ambos
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