Brasil
15/11/2009 - 09h49

Rivais há 20 anos, Fernando Collor e Lula se aliam

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RODRIGO VIZEU
da Agência Folha
JOÃO PAULO GONDIM
colaboração para a Agência Folha

Passados exatos 20 anos do primeiro turno da eleição presidencial de 1989, a trajetória de alguns dos principais personagens mostra o que mudou no cenário político brasileiro.

Fernando Collor, então no PRN, foi ao segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem derrotou em 17 de dezembro numa disputa que teve lances de golpe baixo.

Collor chegou a exibir na TV Miriam Cordeiro, ex-namorada de Lula, dizendo que o petista lhe ofereceu dinheiro para abortar. Hoje senador pelo PTB, Collor é da base da apoio do presidente Lula.

"Três personagens importantes continuam em cena: Lula, Collor e [o então presidente José] Sarney. Lula era contra os outros dois e os dois candidatos eram contra Sarney. Hoje os três estão juntos", resume Fernando Gabeira (PV-RJ), também candidato em 1989.

O empresariado, que hoje tem boa relação com o presidente, temia o radicalismo petista e preferia a plataforma liberal de Collor e Guilherme Afif Domingos (PL). "Com sua barba comprida à la Fidel, Lula inspirava medo", diz Paulo Maluf (PP-SP).

O marketing político engatinhava. Affonso Camargo, então no PTB, usava o humorista Tião Macalé no horário eleitoral.

A desorganização das campanhas também existia na legislação eleitoral. Temido pelos líderes nas pesquisas por sua popularidade, o apresentador Silvio Santos entrou na disputa a 15 dias da votação. Ele criou uma versão eleitoral da música "Silvio Santos vem aí". A candidatura foi impugnada às vésperas da eleição.

Nanicos

Zamir Teixeira, PG e Manoel Horta, entre outros -a profusão de candidatos encheu a campanha de desconhecidos. Um dos mais bem colocados foi Alcides Marronzinho, com o 13º lugar. Pastor evangélico, foi preso em 2007 por desacatar um juiz, um delegado e um prefeito no interior de São Paulo.

Lívia Maria, única mulher candidata em 1989, sonha em voltar a ser candidata em 2014, já que não conseguiu reunir assinaturas para criar uma nova legenda e concorrer no ano que vem. "Foi uma tristeza imensurável saber que não vou disputar em 2010", afirma ela.

Comentários dos leitores
Claudio Rocha (267) 20/11/2009 22h52
Claudio Rocha (267) 20/11/2009 22h52
A carga tributaria em 1993 quando os Tucanos assumiram a presidencia estava em 25,76% do PIB no ano 2000 ja estava em 33,17% . Deixo claro que não discuto conceitos técnicos da troca das taxas inflacionarias pela elevação da carga tributária adotada pelos tucanos. Em economia não existe milagre a inflação visivel foi tornada invisivel através da compensação com criação de impostos ou aumento da carga tributaria...Não é preciso ser economista para se constatar isso e so colocar no google "evolução dos impostos em relação ao PIB no plano real".....Com esta mediana compreenção o real foi um ganho a sociedade, depende do ponto de vista, agora ficar utilizando a carga tributaria como meio politico em epoca eleitoral para desgastar os adversarios é uma covardia para com aqueles que não tem acesso a informação objetiva. Deveremos sim, criar mecanismos que possibilitem a queda da tx de juros e minimize o impacto dos impostos aos menos favorecidos sem opinião
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Gedeão Barros (67) 20/11/2009 22h41
Gedeão Barros (67) 20/11/2009 22h41
Oh, Cássio, você continua sem, ao menos, LER a Constituição Federal. O STF é o que detém a competência para processar e julgar o Presidente da República. Mas, o que o Sr. afirmou e continuou repisando é que qualquer cidadão pode ir diretamente ao STF, porque este estaria sempre de portas abertas a qualquer cidadão. Depois que eu chamei a atenção para o erro, o Sr. disse que o cidadão deveria contratar um advogado. Pois bem, Sr. Cássio, o Sr. continua equivocado. LEI a Constituição antes de se remeter a rebater apavoradamente quando alguém o corrige. E ao Sr. Cláudio Rocha, eu entendo que é uma obrigação do leitor esclarecer sobre os equívocos e os erros que outros comentaristas postam aqui. Não se pode permitir que se passe unilateralmente idéias que são meias-verdades ou são mentiras. O Sr. Cássio se baseia, à exaustão, que um e outro senador disse isso, isso e aquilo. Mas, cadê as provas? Se tem as provas, em se tratando de caso de interesse público, o político é obrigado a entregá-las à Procuradoria-Geral da República para a competente abertura do inquérito. Ora, se falar besteira aqui, eu rebato mesmo. sem opinião
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Gedeão Barros (67) 20/11/2009 22h32
Gedeão Barros (67) 20/11/2009 22h32
Comparem o que Lula disse recentemente, em uma cerimônia em Belo Horizonte, com o que ele disse quando era presidente do PT. Em BH, ele estava furioso com os críticos ao Bolsa-família. Transcrevo fielmente todas as palavras ditas pelo Lula. Eu possuo as gravações em vídeo, com o próprio Lula falando. Se alguém quiser, indique um e-mail que enviarei imediatamente. Vamos ao texto:
"CRITICAM O BOLSA-FAMÍLIA DIZENDO QUE É ESMOLA, É ASSISTENCIALISMO, É DEMAGOGIA E VAI POR AÍ AFORA. TEM GENTE TÃO IMBECIL, TÃO IGNORANTE QUE AINDA FALA QUE O BOLSA-FAMÍLIA É PARA DEIXAR AS PESSOAS PREGUIÇOSAS, PORQUE QUEM RECEBE BOLSA-FAMÍLIA NÃO QUER MAIS TRABALHAR."
E o que Lula disse antes de ser presidente do Brasil:
"OLHA, LAMENTAVELMENTE, NO BRASIL, O VOTO NÃO É IDEOLÓGICO. LAMENTAVELMENTE, AS PESSOAS NÃO VOTAM, NÃO VOTAM PARTIDARIAMENTE. E, LAMENTAVELMENTE, VOCÊ TEM UMA PARTE DA SOCIEDADE, QUE PELO ALTO GRAU DE EMPOBRECIMENTO, ELA É CONDUZIDA A PENSAR PELO ESTÔMAGO E NÃO PELA CABEÇA. É POR ISSO QUE SE DISTRIBUI TANTA CESTA BÁSICA, É POR ISSO QUE SE DISTRIBUI TANTO TICKET DE LEITE. PORQUE ISSO, NA VERDADE, É UMA PEÇA DE TROCA EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO. E ASSIM, VOCÊ DESPOLITIZA O PROCESSO ELEITORAL, VOCÊ TRATA O POVO MAIS POBRE DA MESMA FORMA QUE CABRAL TRATOU OS ÍNDIOS, QUANDO CHEGOU NO BRASIL, TENTANDO DISTRIBUIR BIJUTERIAS E ESPELHO PARA GANHAR OS ÍNDIOS. ELES DISTRIBUEM ALIMENTOS. VOCÊS TEM COMO LÓGICA MANTER A POLÍTICA DE DOMINAÇÃO, QUE É SECULAR NO BRASIL."
Acho que o texto fala por si.
sem opinião
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