Brasil
16/11/2009 - 11h54

PMDB ameaça lançar candidatura própria à Presidência para se defender de culpa por apagão

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MÁRCIO FALCÃO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em resposta aos ataques de líderes petistas que responsabilizaram o PMDB pelo apagão elétrico que atingiu 18 Estados na semana passada, parte da cúpula peemedebista ameaça colocar em discussão a possibilidade de uma candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2010. Apesar do partido ter firmado pré-acordo com o PT para apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial, os peemedebistas pretendem usar a candidatura própria para evitar que o partido fique desgastado com o apagão.

PMDB e PT dividem o controle do setor elétrico. Fiel aliado do Palácio do Planalto, o PMDB conquistou cargos-chave do setor, como o comando do Ministério de Minas e Energia e das estatais Furnas e Eletrobrás.

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Na avaliação de peemedebistas próximos ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) --que sustentou a indicação do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) --o apagão precisa ser assumido como um problema de governo, e não de gestão.

Líderes do PMDB aceitam que Lobão preste esclarecimentos nas comissões do Congresso, mas querem evitar que o partido seja prejudicado com a "blindagem" deflagrada para evitar danos à candidatura de Dilma --pré-candidata do PT à sucessão presidencial.

A proposta de candidatura própria pode ainda ganhar fôlego com o grupo do presidente do PMDB paulista, ex-governador Orestes Quércia, Aliado do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o grupo defende que o PMDB apoie o nome do tucano na disputa --mas não descarta a candidatura própria do partido.

Setores do PMDB podem utilizar o abandono petista para ampliar o número de diretórios resistentes à aliança com o PT --que envolve além de São Paulo, pelo menos Pernambuco, Paraná e Bahia. Os dois partidos ainda enfrentam problemas em alguns Estados para selar a aliança --caso da Bahia, onde o ministro peemedebista Geddel Vieira (Integração) quer disputar o governo contra o petista Jaques Wagner, atual governador.

Impasse

Na tentativa de solucionar impasses nos Estados para a aliança, integrantes do PT e PMDB se reuniram na semana passada no início de uma série de conversas que têm como objetivo firmar o apoio dos peemedebistas à candidatura da ministra Dilma ao Palácio do Planalto. A "comissão" integrada por cerca de dez petistas e dez peemedebistas vai discutir, em vários encontros, possíveis soluções para os impasses estaduais à aliança nacional entre as duas legendas.

Os participantes da reunião afirmam que há Estados, como São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, onde a aliança nacional dificilmente vai se repetir nas disputas aos governos estaduais. O grupo vai focar em Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde petistas e peemedebistas esperam chegar a um acordo para candidaturas únicas.

O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse acreditar que, apesar dos impasses, não haverá recuo no pré-acordo firmado pela cúpula do PMDB para apoiar a candidatura de Dilma ao Palácio do Planalto.

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Comentários dos leitores
Cassio Tavares (632) 21/11/2009 08h34
Cassio Tavares (632) 21/11/2009 08h34
Com os constantes sucessos do presidente Lula e seu governo, a Revista Veja vai mudar de nome para : inVEJA. Ah, ah, ah ...... sem opinião
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joão nascimento (204) 21/11/2009 07h42
joão nascimento (204) 21/11/2009 07h42
o pmdb deve lançar canditado a presidente formalmente para 2010 para o bem da democracia e acabar com a ideia do pt de ditadura ultrapassado 1 opinião
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Francisco Oliveira (383) 20/11/2009 23h24
Francisco Oliveira (383) 20/11/2009 23h24
Muito bem fundamentadas as colocações do Sr. gedeão de Barros, tenho também o vídeo onde o Lula diz tudo aquilo contra, justamente o bolsa escola de FHC que ele transformou em bolsa familai, aliás como fez com tudo do ex-governo, não foram nada criativos, apenas reescreveram a história, tem gente aqui que nos quer fazer crer que o Plano Real foi idéia do Presidente Itamar, tudo foi muito criteriosamente preparado e estudado por economistas que FHC conhecia e escolheu. Até o mensalão eles estão reescrevendo como sendo uma tentativa de "golpe" contra o Lula. Se era porque não provaram até hoje? O que planejam censurar a imprensa e recriar um novo 1984? 1 opinião
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