Após encontro com Berlusconi, Lula diz que vai esperar decisão do STF sobre Battisti
da Ansa, em Roma
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o caso do ex-ativista de esquerda Cesare Battisti foi discutido em seu encontro hoje com o premiê italiano, Silvio Berlusconi, com quem almoçou no Palazzo Chigi (sede do governo da Itália).
Questionado por jornalistas sobre o tema, Lula afirmou que não poderia ir à Itália sem discutir a questão de Battisti.
O presidente também ratificou sua posição, de esperar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), órgão responsável pela análise do caso.
Battisti, ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, é condenado à revelia na Itália à prisão perpétua por quatro homicídios cometidos no fim da década de 1970. Ele nega os crimes.
Em janeiro passado, Battisti obteve o status de refugiado político do governo brasileiro. Contudo, o Estado italiano pediu ao STF a sua extradição.
O caso agora é julgado pelo STF. Após duas sessões, a votação está empatada. Falta votar o ministro Gilmar Mendes, presidente da Casa.
Antes de Lula iniciar sua viagem à Itália, que antes passou pela França, Battisti enviou ao mandatário uma carta na qual dizia entrar em greve de fome, por não lhe "restar outra alternativa". A informação foi confirmada pelo senador José Nery (PSOL-PA).
No fim de semana, em repúdio ao protesto do ex-militante do PAC, membros de partido italiano, Movimento pela Itália (de centro-direita), e o presidente da associação de vítimas do terrorismo Domus Civitas, Bruno Berardi, também anunciaram uma greve de fome.
O Supremo deve voltar a julgar o caso nesta quarta-feira, e a decisão poderá ainda ser submetida ao presidente, que poderá ratificar ou não a sentença do STF.
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