31/10/2004
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20h03
enviada especial a Fortaleza
Luizianne Lins venceu as eleições e é a nova prefeita de Fortaleza, no Ceará. A candidata petista teve 620.174 votos (56,21%) e deixou para trás o pefelista Moroni Torgan, que recebeu 483.085 votos (43,79%). Mais de 1,3 milhão de pessoas foram às urnas hoje na capital do Ceará. Votos nulos somaram 3,44%, e brancos, 1,15%. A abstenção foi de 15,10%.
Pela manhã, Luizianne disse que pretende formar uma frente de prefeitos do PT no Nordeste. Ela deve se reunir com os prefeitos do Recife, João Paulo, e de Aracaju, Marcelo Déda, para tratar desse tema.
"Vamos nos reunir para tratar de questões relativas ao Nordeste e que serão levadas ao Governo Federal. Juntos, nós, prefeitos do Nordeste, teremos mais força para negociar do que sozinhos", disse ela.
Como primeira meta de governo, Luizianne pretende colocar em prática um plano emergencial de 60 dias para a preparação das chuvas de começo de ano. Esse plano envolve limpeza de bueiros, recapeamento de ruas e remoção das famílias que moram nas chamadas áreas de risco.
O deputado estadual José Guimarães (PT-CE), coordenador de campanha de Luizianne, disse que a petista se beneficiou do melhor e do pior do governo Lula. "A Luizianne foi a candidata que mais teve sorte dentro do PT. Ela se beneficiou do lado bom e do lado ruim do governo. Ela não foi atingida pelas críticas durante o primeiro turno e desfrutou dos resultados positivos no segundo turno", disse Guimarães, que é irmão do presidente nacional do PT, José Genoíno.
O deputado federal João Alfredo Telles (PT-CE), também coordenador de campanha de Luizianne, disse que a candidata é uma "radical pragmática". Segundo ele, ela conseguiu ganhar força dentro do partido sem se descaraterizar. "Não somos anti-Lula, mas também não somos uma correia de transmissão do governo federal."
Com um discurso anti-FMI, contra a política econômica e a reforma da Previdência, Luizianne terminou sua campanha com o apoio da cúpula nacional do PT, mas deixou fora do palanque seus principais representantes.
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Eleita em Fortaleza, Luizianne quer "frente de prefeitos" no Nordeste
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FABIANA FUTEMAenviada especial a Fortaleza
Luizianne Lins venceu as eleições e é a nova prefeita de Fortaleza, no Ceará. A candidata petista teve 620.174 votos (56,21%) e deixou para trás o pefelista Moroni Torgan, que recebeu 483.085 votos (43,79%). Mais de 1,3 milhão de pessoas foram às urnas hoje na capital do Ceará. Votos nulos somaram 3,44%, e brancos, 1,15%. A abstenção foi de 15,10%.
Folha Imagem |
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| Luizianne Lins veste chapéu de cangaceiro |
Pela manhã, Luizianne disse que pretende formar uma frente de prefeitos do PT no Nordeste. Ela deve se reunir com os prefeitos do Recife, João Paulo, e de Aracaju, Marcelo Déda, para tratar desse tema.
"Vamos nos reunir para tratar de questões relativas ao Nordeste e que serão levadas ao Governo Federal. Juntos, nós, prefeitos do Nordeste, teremos mais força para negociar do que sozinhos", disse ela.
Como primeira meta de governo, Luizianne pretende colocar em prática um plano emergencial de 60 dias para a preparação das chuvas de começo de ano. Esse plano envolve limpeza de bueiros, recapeamento de ruas e remoção das famílias que moram nas chamadas áreas de risco.
O deputado estadual José Guimarães (PT-CE), coordenador de campanha de Luizianne, disse que a petista se beneficiou do melhor e do pior do governo Lula. "A Luizianne foi a candidata que mais teve sorte dentro do PT. Ela se beneficiou do lado bom e do lado ruim do governo. Ela não foi atingida pelas críticas durante o primeiro turno e desfrutou dos resultados positivos no segundo turno", disse Guimarães, que é irmão do presidente nacional do PT, José Genoíno.
O deputado federal João Alfredo Telles (PT-CE), também coordenador de campanha de Luizianne, disse que a candidata é uma "radical pragmática". Segundo ele, ela conseguiu ganhar força dentro do partido sem se descaraterizar. "Não somos anti-Lula, mas também não somos uma correia de transmissão do governo federal."
Com um discurso anti-FMI, contra a política econômica e a reforma da Previdência, Luizianne terminou sua campanha com o apoio da cúpula nacional do PT, mas deixou fora do palanque seus principais representantes.
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