01/11/2004
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09h24
da Folha Online
Assim como na cidade de São Paulo houve uma divisão entre o eleitorado da periferia e o das regiões centrais, também em todo o país o PSDB conseguiu sagrar-se vitorioso nos Estados mais ricos e o PT teve esmagador domínio nas regiões mais pobres do país.
Na cidade de São Paulo, as regiões centrais foram as principais responsáveis pela eleição de José Serra (PSDB). A periferia, por sua vez, deu mais votos a Marta Suplicy (PT).
Da mesma forma, no mapa político brasileiro, os Estados econômico e socialmente mais desenvolvidos, localizados nas regiões Sul e Sudeste, elegeram majoritariamente candidatos do PSDB.
Além de São Paulo, o partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) ganhou em Curitiba (PR) e Florianópolis (SC). Entretanto, não fez nenhuma capital na região Norte. Das cinco capitais conquistadas por tucanos, só Teresina (PI) e Cuiabá (MT) estão localizadas em áreas menos desenvolvidas.
Já o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em sete capitais nas regiões Norte e Nordeste: Recife (PE), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Macapá (AP), Palmas (TO), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). Também ganhou nas duas menores capitais do Sudeste: Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES). E não fez nenhuma capital nas regiões Sul e Centro-Oeste.
As derrotas em regiões mais ricas acabaram ofuscando o crescimento expressivo do PT em número de prefeituras. O partido, que hoje comanda 187 cidades, passará a controlar 409 a partir de 2005.
Já o número de prefeituras do PSDB caiu de 996 para 871. Por outro lado, o partido hoje não controla nenhuma cidade com mais de 1 milhão de eleitores e teve ontem várias vitórias importantes.
Demais partidos
Apesar de encolher, o PMDB continuará a ser o partido com maior número de prefeituras. Vai controlar 1.059 cidades, contra 1.257 atualmente. Entretanto, o PMDB não elegeu nenhum prefeito nas cidades com mais de 1 milhão de eleitores apesar de vencer em duas capitais: Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).
Outros partidos que perderam espaço no cenário politico brasileiro foram PFL (comandava 1.028 cidades e ficou agora com 789) e PP (caiu de 618 para 551). Entre as capitais. o PFL só comandará o Rio de Janeiro e o PP não elegeu nenhum prefeito.
Já os partidos da base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceram, com destaque para o PL, que passou de 234 para 382 prefeituras. O partido, entretanto, também não venceu em nenhuma capital.
O PSB, por sua vez, conseguiu três capitais (João Pessoa, Manaus e Natal) e cresceu de 133 para 176 prefeituras. Outro partido que foi bem em capitais foi o PDT, que venceu em São Luís (MA), Maceió (AL) e Salvador (BA). O partido ainda elevou o número de cidades controladas de 208 para 305.
Também registraram crescimento o PPS, que passou de 166 para 306 prefeituras e ainda venceu em Porto Alegre (RS) e Boa Vista (RR), e o PTB, que avançou de 398 para 425 prefeituras e levou Belém (PA).
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PSDB avança nos Estados mais ricos e PT domina Norte-Nordeste
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JOÃO SANDRINIda Folha Online
Assim como na cidade de São Paulo houve uma divisão entre o eleitorado da periferia e o das regiões centrais, também em todo o país o PSDB conseguiu sagrar-se vitorioso nos Estados mais ricos e o PT teve esmagador domínio nas regiões mais pobres do país.
Na cidade de São Paulo, as regiões centrais foram as principais responsáveis pela eleição de José Serra (PSDB). A periferia, por sua vez, deu mais votos a Marta Suplicy (PT).
Da mesma forma, no mapa político brasileiro, os Estados econômico e socialmente mais desenvolvidos, localizados nas regiões Sul e Sudeste, elegeram majoritariamente candidatos do PSDB.
Além de São Paulo, o partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) ganhou em Curitiba (PR) e Florianópolis (SC). Entretanto, não fez nenhuma capital na região Norte. Das cinco capitais conquistadas por tucanos, só Teresina (PI) e Cuiabá (MT) estão localizadas em áreas menos desenvolvidas.
Já o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em sete capitais nas regiões Norte e Nordeste: Recife (PE), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Macapá (AP), Palmas (TO), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). Também ganhou nas duas menores capitais do Sudeste: Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES). E não fez nenhuma capital nas regiões Sul e Centro-Oeste.
As derrotas em regiões mais ricas acabaram ofuscando o crescimento expressivo do PT em número de prefeituras. O partido, que hoje comanda 187 cidades, passará a controlar 409 a partir de 2005.
Já o número de prefeituras do PSDB caiu de 996 para 871. Por outro lado, o partido hoje não controla nenhuma cidade com mais de 1 milhão de eleitores e teve ontem várias vitórias importantes.
Demais partidos
Apesar de encolher, o PMDB continuará a ser o partido com maior número de prefeituras. Vai controlar 1.059 cidades, contra 1.257 atualmente. Entretanto, o PMDB não elegeu nenhum prefeito nas cidades com mais de 1 milhão de eleitores apesar de vencer em duas capitais: Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).
Outros partidos que perderam espaço no cenário politico brasileiro foram PFL (comandava 1.028 cidades e ficou agora com 789) e PP (caiu de 618 para 551). Entre as capitais. o PFL só comandará o Rio de Janeiro e o PP não elegeu nenhum prefeito.
Já os partidos da base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceram, com destaque para o PL, que passou de 234 para 382 prefeituras. O partido, entretanto, também não venceu em nenhuma capital.
O PSB, por sua vez, conseguiu três capitais (João Pessoa, Manaus e Natal) e cresceu de 133 para 176 prefeituras. Outro partido que foi bem em capitais foi o PDT, que venceu em São Luís (MA), Maceió (AL) e Salvador (BA). O partido ainda elevou o número de cidades controladas de 208 para 305.
Também registraram crescimento o PPS, que passou de 166 para 306 prefeituras e ainda venceu em Porto Alegre (RS) e Boa Vista (RR), e o PTB, que avançou de 398 para 425 prefeituras e levou Belém (PA).
Especial

