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01/11/2004 - 17h50

Serra cobra "ponte para transição" de Marta e pede "altivez" do PT na derrota

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SILVIO NAVARRO
da Folha Online

Em discurso no qual fez diversas menções à eleição de 2002, o prefeito eleito José Serra(PSDB) pediu hoje que a administração Marta Suplicy (PT) lhe proporcione uma transição nos moldes da ocorrida há dois anos no plano nacional entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Serra afirmou que aguardará um convite de Marta para um diálogo de transição e que formará uma equipe para estudar as questões da cidade. "Não caberia a mim lançar essa ponte [transição], mas procurarei [a prefeita] se não for procurado", disse, na primeira entrevista depois de eleito.

No pronunciamento, Serra cobrou do PT a mesma "altivez" na derrota, segundo ele, demonstrada pelos tucanos em 2002. "Um partido democrático deve ser altivo na derrota e humilde na vitória. O PSDB foi altivo na derrota de 2002 e será humilde na vitória de 2004."

"Temos a expectativa aqui em São Paulo de termos um mecanismo de transição que foi tão bem sucedido no caso federal, quando o governo Fernando Henrique abriu todas as informações, inclusive de medidas que estava tomando depois da eleição, para os adversários vencedores, com muita fidalguia e lealdade", disse.

Serra também fez alusão ao discurso empregado por Lula após a vitória em 2002, no qual dizia que a "esperança venceu o medo". "Para nós a confiança venceu o medo. Não a confiança num partido, mas a confiança nas instituições e a confiança na democracia", disse.

Ele disse ainda esperar que os partidos adversários não façam uma "oposição do quanto pior melhor". "Esperamos essa conduta do PT e dos partidos que perderam a eleição, que sigam a conduta que seguimos no plano nacional, de jogar pelo país e defender as causas do país, independentemente do governo. De jogar pela cidade, defender as causas da cidade, independentemente de quem esteja à frente da cidade."

Governo Lula

O prefeito eleito disse ainda que o governo federal já "desmentiu ameaças infundadas" feitas na campanha de Marta que o tratamento dado à cidade seria diferente com a vitória do PSDB.

"A população votou apesar de ameaças infundadas que se não ganhasse a candidatura situacionista o governo federal se afastaria das sua s obrigações em relação a São Paulo. Isso foi desmentido por autoridades, cito o ministro Aldo Rebelo [Coordenação Política]", disse.

"Temos certeza que o governo do presidente Lula continuará sua relação com São Paulo em função do interesse público, da maior cidade do país. Estou confiante na normalidade dessas relações. Não tenho essa preocupação. Confio que as relações serão normais, de responsabilidade mútua."

Entrevista

Serra afirmou que pretende se reunir com o presidente Lula. "Pretendo conversar com o presidente Lula, creio que não haverá dificuldade para tratar com ele dos problemas que envolvem a cidade, problemas econômicos, financeiros, de investimentos. Será um prazer, sempre mantive com o presidente Lula uma relação cordial, que será mantida tenho certeza."

Questionado sobre a possibilidade de redução da margem de remanejamento do Orçamento para 2005 após a derrota do PT, Serra afirmou "não acreditar nesse tipo de represália".

"Não acredito que o PT opte por esse caminho, até porque o caminho do terrorismo, das agressões, aqueles 1.500 comerciais, senadores dedicando três ou quatro programas a ataques, este caminho foi derrotado na eleição. Seria uma ironia se voltasse agora sob a forma dessas represálias. Acredito que o PT tem valores melhores que os que se manifestaram na campanha."

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