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01/11/2004
-
20h30
HUDSON CORRÊA
da Agência Folha, em Cuiabá
O PT pôs sob suspeita a Justiça Eleitoral em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Hoje, o partido informou que vai pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) investigação sobre a conduta de juízes eleitorais em Cuiabá (MT), onde o tucano Wilson Santos venceu o segundo turno com 52,85% dos votos válidos, derrotando Alexandre César (PT).
Os petistas dizem que a Justiça Eleitoral fez cortes abusivos na propaganda de César na TV, enquanto permitia ofensas pessoais feitas no programa do tucano.
A senadora Serys Slhessarenko e o deputado federal Carlos Abicalil (ambos do PT-MT) afirmaram ontem que a Justiça Eleitoral foi tendenciosa em Cuiabá.
Os dois congressistas reforçaram a declaração feita no domingo pelo presidente nacional do partido, José Genoino. Ele disse ter havido manipulação a favor do tucano em Mato Grosso.
César reclamou de "como o jogo foi conduzido" e afirmou que "a Justiça vai ser feita" em outras instâncias do Poder Judiciário.
MS
Ao fim das eleições em Campo Grande, encerradas ainda no primeiro turno, o governador Zeca do PT, de Mato Grosso do Sul, havia dito que a Justiça Eleitoral prejudicou o candidato petista Vander Loubet, derrotado por Nelsinho Trad (PMDB).
A reclamação de Zeca se refere a "abusos de autoridade" da Justiça como, segundo ele, o de orientar eleitores a não vestirem camisetas de candidatos no dia da votação.
Outro lado
O presidente do TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso), Flávio José Bertin, afirmou que a Justiça não teria "prestígio" para interferir na votação e obter uma diferença de 15.326 votos a favor de Santos, vencedor das eleições em Cuiabá.
Bertin disse ainda que o PT "em momento algum" reclamou de juízes ao TRE-MT.
Na avaliação de Santos, o PT foi beneficiado quando o TSE determinou, a pedido de petistas, a exibição de um vídeo no domingo, dia da votação, em que o tucano aparece elogiando, em 1998, o ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, condenado por comandar o crime organizado no Estado.
Os juízes eleitorais de Mato Grosso do Sul informaram, quando receberam as críticas de Zeca do PT, que apenas cumpriram a lei. Eles reclamaram da interferência do governo em assuntos de competência da Justiça.
Especial
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PT pedirá ao TSE investigação de juízes eleitorais em Cuiabá (MT)
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da Agência Folha, em Cuiabá
O PT pôs sob suspeita a Justiça Eleitoral em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Hoje, o partido informou que vai pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) investigação sobre a conduta de juízes eleitorais em Cuiabá (MT), onde o tucano Wilson Santos venceu o segundo turno com 52,85% dos votos válidos, derrotando Alexandre César (PT).
Os petistas dizem que a Justiça Eleitoral fez cortes abusivos na propaganda de César na TV, enquanto permitia ofensas pessoais feitas no programa do tucano.
A senadora Serys Slhessarenko e o deputado federal Carlos Abicalil (ambos do PT-MT) afirmaram ontem que a Justiça Eleitoral foi tendenciosa em Cuiabá.
Os dois congressistas reforçaram a declaração feita no domingo pelo presidente nacional do partido, José Genoino. Ele disse ter havido manipulação a favor do tucano em Mato Grosso.
César reclamou de "como o jogo foi conduzido" e afirmou que "a Justiça vai ser feita" em outras instâncias do Poder Judiciário.
MS
Ao fim das eleições em Campo Grande, encerradas ainda no primeiro turno, o governador Zeca do PT, de Mato Grosso do Sul, havia dito que a Justiça Eleitoral prejudicou o candidato petista Vander Loubet, derrotado por Nelsinho Trad (PMDB).
A reclamação de Zeca se refere a "abusos de autoridade" da Justiça como, segundo ele, o de orientar eleitores a não vestirem camisetas de candidatos no dia da votação.
Outro lado
O presidente do TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso), Flávio José Bertin, afirmou que a Justiça não teria "prestígio" para interferir na votação e obter uma diferença de 15.326 votos a favor de Santos, vencedor das eleições em Cuiabá.
Bertin disse ainda que o PT "em momento algum" reclamou de juízes ao TRE-MT.
Na avaliação de Santos, o PT foi beneficiado quando o TSE determinou, a pedido de petistas, a exibição de um vídeo no domingo, dia da votação, em que o tucano aparece elogiando, em 1998, o ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, condenado por comandar o crime organizado no Estado.
Os juízes eleitorais de Mato Grosso do Sul informaram, quando receberam as críticas de Zeca do PT, que apenas cumpriram a lei. Eles reclamaram da interferência do governo em assuntos de competência da Justiça.
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