04/11/2004
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12h43
da Folha Online, em Brasília
Os deputados querem "pegar carona" no reajuste de 15% que será concedido aos funcionários do Legislativo para elevar seus próprios salários de R$ 12.720 para R$ 14.628 mensais.
A atitude dos deputados, entretanto, prejudicou os funcionários. A assinatura da portaria que concede o reajuste anual da categoria acabou sendo adiada.
O anúncio do reajuste foi feito em plenário, ontem, pelo vice-presidente da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PFL-PE), que pegou a informação em uma nota no site da Casa.
Logo que o deputado pernambucano anunciou a informação do reajuste, a nota foi tirada do site. Isso porque João Paulo Cunha (PT-SP), presidente da Câmara, ainda não havia assinado a portaria.
O primeiro parlamentar a manifestar seu desejo de incorporar o reajuste dado aos servidores foi o segundo-secretário da Mesa, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE).
A proposta de Cavalcanti provocou mal-estar entre vários parlamentares. O momento, na opinião da maioria, não é de se falar de reajustes, mas sim na retomada dos trabalhos da Câmara.
Os deputados votaram menos de 10 matérias nos últimos quatro meses. A obstrução da oposição e as eleições foram os motivos para a falta de votação.
A Presidência da Câmara teme agora que, com a proposta de incorporação do reajuste dos servidores pelos parlamentares, haja mais um motivo para que o debate seja desviado, deixando votações importantes paradas.
A Câmara tem hoje 21 medidas provisórias trancando a pauta e até segunda-feira esse número subirá para 23.
Um jantar está marcado para a noite de segunda-feira na casa de João Paulo Cunha. Esse será o momento em que os representantes do chamado "baixo clero" da Câmara --deputados que não ocupam cargos de liderança nem chefiam comissões-- vão apresentar oficialmente a reivindicação para o reajuste conjunto.
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Mesmo sem votar, deputados querem elevar seus salários para R$ 14.628
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ROSE ANE SILVEIRAda Folha Online, em Brasília
Os deputados querem "pegar carona" no reajuste de 15% que será concedido aos funcionários do Legislativo para elevar seus próprios salários de R$ 12.720 para R$ 14.628 mensais.
A atitude dos deputados, entretanto, prejudicou os funcionários. A assinatura da portaria que concede o reajuste anual da categoria acabou sendo adiada.
O anúncio do reajuste foi feito em plenário, ontem, pelo vice-presidente da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PFL-PE), que pegou a informação em uma nota no site da Casa.
Logo que o deputado pernambucano anunciou a informação do reajuste, a nota foi tirada do site. Isso porque João Paulo Cunha (PT-SP), presidente da Câmara, ainda não havia assinado a portaria.
O primeiro parlamentar a manifestar seu desejo de incorporar o reajuste dado aos servidores foi o segundo-secretário da Mesa, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE).
A proposta de Cavalcanti provocou mal-estar entre vários parlamentares. O momento, na opinião da maioria, não é de se falar de reajustes, mas sim na retomada dos trabalhos da Câmara.
Os deputados votaram menos de 10 matérias nos últimos quatro meses. A obstrução da oposição e as eleições foram os motivos para a falta de votação.
A Presidência da Câmara teme agora que, com a proposta de incorporação do reajuste dos servidores pelos parlamentares, haja mais um motivo para que o debate seja desviado, deixando votações importantes paradas.
A Câmara tem hoje 21 medidas provisórias trancando a pauta e até segunda-feira esse número subirá para 23.
Um jantar está marcado para a noite de segunda-feira na casa de João Paulo Cunha. Esse será o momento em que os representantes do chamado "baixo clero" da Câmara --deputados que não ocupam cargos de liderança nem chefiam comissões-- vão apresentar oficialmente a reivindicação para o reajuste conjunto.
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