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Brasil
25/11/2009 - 15h41

Ministro se irrita com pergunta sobre cartilha que pede votos e diz que material é legítimo

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Juca Ferreira (Cultura) defendeu nesta quarta-feira a impressão da cartilha, distribuída no Congresso, com uma lista de projetos que tramitam na Casa e de deputados que compõem a Frente Parlamentar de Apoio à Cultura. A cartilha recomenda à população que vote nos parlamentares que apoiam projetos de interesse do ministério.

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03.out.2009 - Sebastiao Moreira/Efe
Ministério da Cultura diz que Juca Ferreira foi induzido ao erro no caso da cartilha
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Ele garantiu que o folder foi publicado pelo ministério, a pedido da Frente Parlamentar. "A Câmara não teria tempo para publicar e a Frente Parlamentar pediu para a gente publicar, temos ofício disso. Publicamos, não é nada ilegítimo, não é nada partidário, não é nada de eleição", disse ele após participar de cerimônia no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Bastante irritado ao ser questionado sobre a cartilha, Ferreira direcionou ataques à imprensa, a qual acusou de publicar mentiras e factóides. "Vocês recebem para dizer mentira", atacou.

Para Ferreira, a publicação do material é "absolutamente legítima". Ele lembrou que estão impressos nomes de parlamentares da situação e da oposição, e que a campanha para a aprovação de projetos no Congresso é um trabalho suprapartidário.

24.nov.2009/Folha Imagem
Capa da cartilha patrocinada pelo governo que pede votos para parlamentares
Capa da cartilha patrocinada pelo governo que pede votos para parlamentares

"Vocês estão comendo mosca. Tem Rodrigo Maia [deputado federal do DEM-RJ], você acha que vou fazer campanha pro Rodrigo Maia? Olhe nos meus olhos e diga", observou.

O ministro disse que sua irritação ao tratar do assunto é normal. "Meu pinto, meu coração, meu estômago e meu cérebro é [sic] uma linha só. Não sou um cara fragmentado, entendeu? Fui desrespeitado pela imprensa, que reverberou sem investigar, e por dois ou três parlamentares. É um trabalho suprapartidário. Não trabalho com esse critério, a cultura é muito mais ampla do que a política."

Ferreira participou de solenidade que marcou a ampliação do BNDES Procult (Programa BNDES para o Desenvolvimento da Cultura). Até 2012, o banco vai disponibilizar R$ 1 bilhão para projetos ligados à economia da cultura, para os segmentos de patrimônio cultural, audiovisual, música, jogos eletrônicos, fonográfico, editorial e dos espetáculos ao vivo.

 

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