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Aeronáutica afirma que tecnologia e custo justificam compra de novo avião
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da Folha Online
A alta tecnologia do novo avião presidencial, batizado de Santos Dumont em homenagem ao aviador e apelidado de AeroLula, foi o principal argumento apresentado pelo comando da Aeronáutica neste domingo para justificar a compra --de US$ 56,7 milhões.
Com o avião, o governo federal espera reduzir em cerca de 70% os custos de vôo do país em relação ao Boeing-707 conhecido como Sucatão, usado atualmente. O valor equivale a uma economia de US$ 5,2 milhões por ano.
Segundo o tenente-brigadeiro-do-ar, Luiz Carlos da Silva Bueno, o avião antigo está desatualizado e não possui especificações técnicas para realizar pousos em alguns aeroportos devido ao ruído que produz. "Quando tratava-se de viagens presidenciais, abria-se uma exceção", diz.
O novo avião tem equipamentos de alta tecnologia e permite pousos em aeroportos de grande altitude, como o de La Paz --situado a 3.600 metros do nível do mar.
Por questões de segurança, o comando da Aeronáutica não divulgou informações sobre os dispositivos de segurança.
Ao todo, apenas seis pilotos da FAB (Força Aérea Brasileira) concluíram treinamentos específicos e estão aptos a pilotar o novo avião presidencial. Outros dois deverão estar habilitados até o final do mês.
Interior
Para Bueno, "o presidente Lula vai ter de emagrecer" para sentir-se confortável na cama de casal do avião --muito estreita. "Não tem ostentação", disse.
O novo avião, com projeto interno personalizado, contém quarto de casal, banheiro com chuveiro, uma sala para o presidente e capacidade de até 55 passageiros, incluindo a tripulação.
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