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17/12/2009 - 22h38

Procuradoria pede abertura de ação contra Arruda sem aval da Câmara do DF

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu nesta quinta-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para investigar o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), sem autorização da Câmara Legislativa.

Gurgel entrou com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) na Corte contra o artigo da Lei Orgânica do DF que determina que a ação contra o governador só pode ser aberta com a autorização dos deputados distritais.

Na Adin, o procurador-geral afirma que a lei do DF não pode se sobrepor à Constituição, que define a competência do STJ (SUperior Tribunal de Justiça) para processar e julgar governadores.

A iniciativa de Gurgel atende a pedido da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, que atua no inquérito da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora --que investiga Arruda, secretários do governo do DF e deputados distritais por suposto pagamento de propina a parlamentares da base aliada.

A iniciativa da Procuradoria é uma forma de evitar que a Câmara Legislativa impeça que o governador seja investigado, uma vez que Arruda tem maioria na Casa mesmo após as denúncias.

A subprocuradora-geral também pediu pediu ao STJ a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados na Operação Caixa de Pandora. Em na nota, Dodge afirma que fez os pedidos porque "há indícios consistentes de que participam do esquema de desvio e de apropriação de recursos públicos no Distrito Federal".

No parecer, Raquel Dodge também requereu perícias complementares, oitivas de novas testemunhas, requisição de documentos à Secretaria de Fazenda do DF e o desmembramento de parte da investigação, relativa a membro do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O desmembramento já foi autorizado na noite desta quinta-feira pelo STJ.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (857) 02/02/2010 12h10
Igor Bevilaqua (857) 02/02/2010 12h10
Corruptos de plantão nem bem entraram e já são caríssimos, dispendiosos..., esse dinheiro gasto, jamais vai voltar para o povo em um "custo benefício" adequado..., toda essa dinheirama R$ 613.000,00 ou R$ 7.000.000,00 não voltará jamais à população em forma de benefício algum..., vai sim rechear contas no exterior ou então meias e cuecas além de bolsas..., eles não tem um pingo de vergonha, são caras de pau e tem "CERTEZA DA IMPUNIDADE"..., impunidade essa apoiada totalmente pelo malfadado "stf". sem opinião
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helio marinho (55) 30/01/2010 21h07
helio marinho (55) 30/01/2010 21h07
É a Republica das "Alices",o Estado dos "Vigários",com essas ridiculas reuniões,de organizações criminosas,que tem o sinonimo partidos politicos,são guangues cuidando dos seus proprios e esclusos interesses,fazendo estripulias para fazer crê,que tudo que foi feito,mostrado e visto,não passou de um engano uma ilusão que nada realmente aconteceu e que o fim não era da corrupçao que assola e devasta o País em todos os seus segmentos;se fosse de fato houvesse uma justiça de "clareza solar",injetaria cianureto em cada um dos envolvidos diretamente nesse criminosos hediondo,que cometeram e comentem crimes contra os cidadões,o povo,a sociedade e contra o Estado;e sendo assim suas leis seriam levado a serio,e seus cidadões protegidos e a sociedade respeitada;um Estado que não é temido jamais sera amado e respeitado,pois, o amor a Deus vem do temor do inferno,mas como essas criaturas abominaveis não respeitam e nem crêem em nada,de a eles a ponta da agulha. 2 opiniões
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flavio petry (21) 30/01/2010 16h20
flavio petry (21) 30/01/2010 16h20
Num país de politicos incoerentes com os programas partidários, Aécio Neves foi coerente: Presidente da Republica ou Senador. 1 opinião
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