28/01/2005
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09h48
Diante da briga interna do PT pela presidência da Câmara dos Deputados, o presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), afirmou ontem que o partido não tem como exigir que seus deputados votem no candidato oficial, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP). Ele ainda disse que a resistência na bancada tucana a Greenhalgh é de 80%.
A direção petista também admite que haverá novas traições à candidatura oficial do partido e que tem o apoio do Planalto, em prol do dissidente, Virgílio Guimarães (PT-MG), que decidiu seguir com sua candidatura avulsa à presidência da Câmara.
A campanha de Greenhalgh trabalha com uma margem de cinco a sete integrantes da bancada de 90 que, apesar de terem assinado manifesto em favor dele, irão virar a casaca e se aliar a Virgílio.
Isso só ocorrerá, naturalmente, se o voto para presidente, no dia 14 de fevereiro, for mesmo secreto, o que é a tendência atual.
Até agora, três deputados federais petistas já contrariam a indicação oficial da bancada de apoiar Luiz Eduardo Greenhalgh. Além de Virgílio, são eles Ivo José (MG) e José Boeira (SC).
Para Azeredo, "existe uma posição doutrinária do PSDB de respeito à proporcionalidade, mas, como há briga no maior partido, a decisão agora passa a ser dos deputados. Há resistência muito grande a Greenhalgh. Entre os deputados do PSDB ela é de 80%."
A praxe tanto da Câmara quanto do Senado é que o maior partido indique o presidente da Casa. Na Câmara, o direito é do PT e, no Senado, do PMDB.
O hábito do PT de lançar candidatos avulsos quando era minoritário se repete agora, quando tem o direito de ocupar a presidência. Virgílio Guimarães (PT-MG) insiste em ser candidato, mesmo sem o respaldo do partido.
"O PSDB se manifestou no sentido de respeitar a proporcionalidade, mas a briga interna do PT reabriu o assunto. A decisão agora é dos deputados.
Os votos podem ir para Virgílio ou para (José Carlos) Aleluia (PFL-BA)", disse Eduardo Azeredo.
Ele negou, no entanto, que o PSDB esteja dando o troco à traição do PT na eleição para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Os petistas apoiaram o tucano Roberto Tripoli, mas o nome oficial do PSDB era Ricardo Montoro. "A questão de São Paulo está superada", disse o senador.
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PSDB resiste a apoiar Greenhalgh
da Folha de S.Paulo, em BrasíliaDiante da briga interna do PT pela presidência da Câmara dos Deputados, o presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), afirmou ontem que o partido não tem como exigir que seus deputados votem no candidato oficial, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP). Ele ainda disse que a resistência na bancada tucana a Greenhalgh é de 80%.
A direção petista também admite que haverá novas traições à candidatura oficial do partido e que tem o apoio do Planalto, em prol do dissidente, Virgílio Guimarães (PT-MG), que decidiu seguir com sua candidatura avulsa à presidência da Câmara.
A campanha de Greenhalgh trabalha com uma margem de cinco a sete integrantes da bancada de 90 que, apesar de terem assinado manifesto em favor dele, irão virar a casaca e se aliar a Virgílio.
Isso só ocorrerá, naturalmente, se o voto para presidente, no dia 14 de fevereiro, for mesmo secreto, o que é a tendência atual.
Até agora, três deputados federais petistas já contrariam a indicação oficial da bancada de apoiar Luiz Eduardo Greenhalgh. Além de Virgílio, são eles Ivo José (MG) e José Boeira (SC).
Para Azeredo, "existe uma posição doutrinária do PSDB de respeito à proporcionalidade, mas, como há briga no maior partido, a decisão agora passa a ser dos deputados. Há resistência muito grande a Greenhalgh. Entre os deputados do PSDB ela é de 80%."
A praxe tanto da Câmara quanto do Senado é que o maior partido indique o presidente da Casa. Na Câmara, o direito é do PT e, no Senado, do PMDB.
O hábito do PT de lançar candidatos avulsos quando era minoritário se repete agora, quando tem o direito de ocupar a presidência. Virgílio Guimarães (PT-MG) insiste em ser candidato, mesmo sem o respaldo do partido.
"O PSDB se manifestou no sentido de respeitar a proporcionalidade, mas a briga interna do PT reabriu o assunto. A decisão agora é dos deputados.
Os votos podem ir para Virgílio ou para (José Carlos) Aleluia (PFL-BA)", disse Eduardo Azeredo.
Ele negou, no entanto, que o PSDB esteja dando o troco à traição do PT na eleição para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Os petistas apoiaram o tucano Roberto Tripoli, mas o nome oficial do PSDB era Ricardo Montoro. "A questão de São Paulo está superada", disse o senador.
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