31/01/2005
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00h06
Enviado especial da Folha Online a Porto Alegre
Mesmo sem mobilização partidária para levar apoiadores, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, empolgou mais o público presente para assistir a seu discurso no ginásio Gigantinho do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta, no mesmo local.
Na tentativa de "blindar" Lula e evitar vaias, o PT levou militantes, autoridades governistas e apoiadores na platéia. Além disso, distribuiu camisetas vermelhas onde, atrás, estava escrito "100% Lula".
Hoje, uma hora antes do previsto para o início da palestra de Chávez, uma fila de aproximadamente dois quilômetros se formou para ver o venezuelano. O ginásio lotou e foi preciso instalar um telão do lado de fora, onde cerca de 2.000 pessoas assistiram a sua palestra, intitulada "O Sul, Norte de nossos povos".
Dentro do ginásio, uma festa foi preparada pelos organizadores. Músicos se revezavam no palco e tocaram e cantaram músicas em espanhol. Durante as pouco mais de duas horas de espera para ouvir o presidente venezuelano, a platéia interrompia a música com gritos de "Chávez, Chávez".
Até uma faixa com os dizeres "Chávez, venha ser nosso presidente" foi exposta na platéia, em meio às bandeiras de Che Guevara, Cuba, Uruguai, Argentina, Venezuela, Brasil e Paraguai. Apenas uma faixa fazia menção a Lula ou ao PT: "Não ao ajuste neoliberal de Lula/FMI".
A platéia, no entanto, mostrou-se dividida quando as pessoas que discursaram faziam menção a Lula. Embora muitos vaiassem, alguns se levantavam e aplaudiam.
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CAIO JUNQUEIRAEnviado especial da Folha Online a Porto Alegre
Mesmo sem mobilização partidária para levar apoiadores, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, empolgou mais o público presente para assistir a seu discurso no ginásio Gigantinho do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta, no mesmo local.
Na tentativa de "blindar" Lula e evitar vaias, o PT levou militantes, autoridades governistas e apoiadores na platéia. Além disso, distribuiu camisetas vermelhas onde, atrás, estava escrito "100% Lula".
Hoje, uma hora antes do previsto para o início da palestra de Chávez, uma fila de aproximadamente dois quilômetros se formou para ver o venezuelano. O ginásio lotou e foi preciso instalar um telão do lado de fora, onde cerca de 2.000 pessoas assistiram a sua palestra, intitulada "O Sul, Norte de nossos povos".
Dentro do ginásio, uma festa foi preparada pelos organizadores. Músicos se revezavam no palco e tocaram e cantaram músicas em espanhol. Durante as pouco mais de duas horas de espera para ouvir o presidente venezuelano, a platéia interrompia a música com gritos de "Chávez, Chávez".
Até uma faixa com os dizeres "Chávez, venha ser nosso presidente" foi exposta na platéia, em meio às bandeiras de Che Guevara, Cuba, Uruguai, Argentina, Venezuela, Brasil e Paraguai. Apenas uma faixa fazia menção a Lula ou ao PT: "Não ao ajuste neoliberal de Lula/FMI".
A platéia, no entanto, mostrou-se dividida quando as pessoas que discursaram faziam menção a Lula. Embora muitos vaiassem, alguns se levantavam e aplaudiam.
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