15/02/2005
-
12h25
da Folha Online
A ONG (Organização Não-Governamental) Anistia Internacional condenou a morte da freira norte-americana Dorothy Stang, 73, no último sábado (12). Ela foi assassinada a tiros na zona rural de Anapu (PA).
Para a Anistia Internacional, os governos federal e do Estado do Pará precisam "pôr um fim permanente na violência e no medo".
"Autoridades federais prometeram recentemente diminuir a vulnerabilidade dos defensores dos direitos humanos na região e é vital que essas promessas sejam mantidas com ação imediata", diz o comunicado da ONG.
As medidas a serem empreendidas pelo governo têm que incluir o desarmamento e o desmonte de todos os grupos armados, reformas judiciais e na polícia e ações para proteger os ativistas contra as ameaças de morte, diz a Anistia.
"Esta foi a mais recente das centenas de mortes de sindicalistas, ambientalistas e ativistas no Estado brasileiro do Pará que a Anistia Internacional vem registrando há décadas", diz a ONG, que aponta ainda a negligência "de longa data" demonstrada pelas autoridades federais e do Estado em combater a impunidade e proteger os defensores dos direitos humanos.
Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra citados pela AI, entre 1985 e 1996 ocorreram 976 mortes devido a conflitos em regiões rurais, mas apenas cinco pessoas foram presas até agora. "No Estado do Pará, casos como o de Eldorado dos Carajás, onde 19 sem-terra foram mortos por policiais militares, ainda se arrastam nos tribunais, nove anos depois que a chacina aconteceu."
O presidente da República em exercício, José Alencar, está reunido hoje com ministros para definir como será a força-tarefa do governo para combater a violência no Pará.
Leia mais
Corpo de freira assassinada será enterrado hoje
Ministério Público fez alerta sobre ameaças
Polícia procura suspeitos de assassinar freira
Especial
Leia o que já foi publicado sobre conflitos de terra
Anistia Internacional condena morte de freira americana no Pará
Publicidade
VINICIUS ALBUQUERQUEda Folha Online
A ONG (Organização Não-Governamental) Anistia Internacional condenou a morte da freira norte-americana Dorothy Stang, 73, no último sábado (12). Ela foi assassinada a tiros na zona rural de Anapu (PA).
Para a Anistia Internacional, os governos federal e do Estado do Pará precisam "pôr um fim permanente na violência e no medo".
"Autoridades federais prometeram recentemente diminuir a vulnerabilidade dos defensores dos direitos humanos na região e é vital que essas promessas sejam mantidas com ação imediata", diz o comunicado da ONG.
As medidas a serem empreendidas pelo governo têm que incluir o desarmamento e o desmonte de todos os grupos armados, reformas judiciais e na polícia e ações para proteger os ativistas contra as ameaças de morte, diz a Anistia.
"Esta foi a mais recente das centenas de mortes de sindicalistas, ambientalistas e ativistas no Estado brasileiro do Pará que a Anistia Internacional vem registrando há décadas", diz a ONG, que aponta ainda a negligência "de longa data" demonstrada pelas autoridades federais e do Estado em combater a impunidade e proteger os defensores dos direitos humanos.
Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra citados pela AI, entre 1985 e 1996 ocorreram 976 mortes devido a conflitos em regiões rurais, mas apenas cinco pessoas foram presas até agora. "No Estado do Pará, casos como o de Eldorado dos Carajás, onde 19 sem-terra foram mortos por policiais militares, ainda se arrastam nos tribunais, nove anos depois que a chacina aconteceu."
O presidente da República em exercício, José Alencar, está reunido hoje com ministros para definir como será a força-tarefa do governo para combater a violência no Pará.
Leia mais
Especial


