16/02/2005
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16h11
da Folha Online, em Brasília
O novo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), eleito com uma plataforma que tratava do aumento dos salários e das verbas de gabinete, confirmou hoje que vai equiparar o salário dos deputados --hoje em R$ 12,8 mil --ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de R$ 17,5 mil, podendo chegar a R$ 21,5 mil caso um projeto de lei que aumenta o teto seja aprovado na Casa.
"Eu já prometi. Quem promete tem que pagar", afirmou Cavalcanti. E desafiou os deputados críticos da proposta. "Esses deputados que estão preocupados com isso, eu queria que eles fizessem uma carta renunciando ao reajuste do salário. E eles deixariam de receber", disse.
O presidente da Câmara pode aumentar o salário sem a aprovação dos demais deputados. Basta assinar um ato administrativo com o reajuste, o que já está "praticamente" decidido, de acordo com ele.
Recado
Cavalcanti, que na disputa pela presidência da Casa derrotou o candidato oficial do maior partido da Casa, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT - SP), afirmou que sua vitória não é um recado ao governo e voltou a dizer que sua gestão não será de oposição aos interesses do governo federal.
"Não é um recado para o governo; é para os ministros", disse. "Vou conversar com o presidente Lula. O que ele quer é o que eu quero: fazer com que este país cresça e acabe com essa miséria, que as micro e pequenas empresas possam ter seu lugar ao sol. Tenho certeza de que não serei um empecilho ao presidente Lula", afirmou.
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Severino confirma promessa e diz que vai aumentar salários
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FELIPE RECONDOda Folha Online, em Brasília
O novo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), eleito com uma plataforma que tratava do aumento dos salários e das verbas de gabinete, confirmou hoje que vai equiparar o salário dos deputados --hoje em R$ 12,8 mil --ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de R$ 17,5 mil, podendo chegar a R$ 21,5 mil caso um projeto de lei que aumenta o teto seja aprovado na Casa.
"Eu já prometi. Quem promete tem que pagar", afirmou Cavalcanti. E desafiou os deputados críticos da proposta. "Esses deputados que estão preocupados com isso, eu queria que eles fizessem uma carta renunciando ao reajuste do salário. E eles deixariam de receber", disse.
O presidente da Câmara pode aumentar o salário sem a aprovação dos demais deputados. Basta assinar um ato administrativo com o reajuste, o que já está "praticamente" decidido, de acordo com ele.
Recado
Cavalcanti, que na disputa pela presidência da Casa derrotou o candidato oficial do maior partido da Casa, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT - SP), afirmou que sua vitória não é um recado ao governo e voltou a dizer que sua gestão não será de oposição aos interesses do governo federal.
"Não é um recado para o governo; é para os ministros", disse. "Vou conversar com o presidente Lula. O que ele quer é o que eu quero: fazer com que este país cresça e acabe com essa miséria, que as micro e pequenas empresas possam ter seu lugar ao sol. Tenho certeza de que não serei um empecilho ao presidente Lula", afirmou.
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