25/02/2005
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11h13
da Folha Online, em Brasília
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), apresentou nesta sexta-feira um requerimento à mesa diretora da Casa, para a aprovação de um voto de censura contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento foi apresentado com base no artigo 223 do regimento interno do Senado. Isso significa que, caso aprovado, o presidente será repreendido pelo Senado por suas declarações feitas ontem, no Espírito Santo.
Na presidência da sessão, o senador Tião Viana (PT-AC) informou que o requerimento será remetido à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania ou à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Em discurso, Lula fez uma confissão pública de que impediu a divulgação de casos de corrupção nos processo de privatização, ocorridos durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
"O presidente precisa de limites", afirmou o líder do PSDB. Virgílio disse esperar que a Câmara processe Lula por crime de responsabilidade. "O presidente precisa ser responsável. Deve fugir dos improvisos."
Tião Viana, ao comentar o pronunciamento de Arthur Virgílio, afirmou que o líder do PT no Senado, Delcídio Amaral (MS), vai prestar os esclarecimentos necessários sobre as declarações do presidente.
Viana avaliou que o presidente estava tratando, ao fazer a confissão, de problemas do início da gestão e que, naquele momento, havia uma preocupação com o clima da transição, quando o próprio PSDB acusava o novo governo de levar o Brasil para uma situação semelhante à da Argentina.
"Todo o cuidado e qualquer emissão de frase de afirmação pública que o presidente da República ou qualquer membro do primeiro escalão do governo desse naquele momento poderia por em risco, sim, a idéia da governabilidade. O impacto do risco Brasil que assolava o nosso país, a desvalorização cambial, a inflação... Eu só posso entender que foi uma matéria que teve tal preocupação, e nunca de tentar prevaricar", avaliou o senador petista.
Retratação
Para o líder tucano, a defesa feita por Tião Viana em relação às declarações do presidente Lula, abre espaço para uma solução para o caso. "Sua excelência abre caminho para a única coisa correta e justa que o presidente da República pode fazer. Apresentar com humildade, talvez a humildade tenha lhe faltado até então. Apresentar uma retratação pública e clara sobre o que ele falou."
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ROSE ANE SILVEIRAda Folha Online, em Brasília
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), apresentou nesta sexta-feira um requerimento à mesa diretora da Casa, para a aprovação de um voto de censura contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento foi apresentado com base no artigo 223 do regimento interno do Senado. Isso significa que, caso aprovado, o presidente será repreendido pelo Senado por suas declarações feitas ontem, no Espírito Santo.
Na presidência da sessão, o senador Tião Viana (PT-AC) informou que o requerimento será remetido à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania ou à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Em discurso, Lula fez uma confissão pública de que impediu a divulgação de casos de corrupção nos processo de privatização, ocorridos durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
"O presidente precisa de limites", afirmou o líder do PSDB. Virgílio disse esperar que a Câmara processe Lula por crime de responsabilidade. "O presidente precisa ser responsável. Deve fugir dos improvisos."
Tião Viana, ao comentar o pronunciamento de Arthur Virgílio, afirmou que o líder do PT no Senado, Delcídio Amaral (MS), vai prestar os esclarecimentos necessários sobre as declarações do presidente.
Viana avaliou que o presidente estava tratando, ao fazer a confissão, de problemas do início da gestão e que, naquele momento, havia uma preocupação com o clima da transição, quando o próprio PSDB acusava o novo governo de levar o Brasil para uma situação semelhante à da Argentina.
"Todo o cuidado e qualquer emissão de frase de afirmação pública que o presidente da República ou qualquer membro do primeiro escalão do governo desse naquele momento poderia por em risco, sim, a idéia da governabilidade. O impacto do risco Brasil que assolava o nosso país, a desvalorização cambial, a inflação... Eu só posso entender que foi uma matéria que teve tal preocupação, e nunca de tentar prevaricar", avaliou o senador petista.
Retratação
Para o líder tucano, a defesa feita por Tião Viana em relação às declarações do presidente Lula, abre espaço para uma solução para o caso. "Sua excelência abre caminho para a única coisa correta e justa que o presidente da República pode fazer. Apresentar com humildade, talvez a humildade tenha lhe faltado até então. Apresentar uma retratação pública e clara sobre o que ele falou."
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