06/03/2005
-
18h02
"O turismo sexual está crescendo no Brasil". Essa foi uma das manchetes das edições dominicais de alguns jornais americanos.
Uma reportagem produzida pelo "Los Angeles Times" e reproduzida por outras publicações (Philadelphia Inquirer, Sun-Sentinel e Seattle Times) descreve como funciona o turismo sexual em Fortaleza, capital do Ceará.
O jornal cita que a tragédia na Ásia por causa das ondas gigantes (tsunami), no final do ano passado, pode intensificar o turismo sexual no Nordeste brasileiro. Estrangeiros interessados no sexo com nativas podem deixar de visitar os países asiáticos preferindo procurar destinos como Fortaleza, Natal (RN) e Recife (PE). Essa avaliação foi feita pelo jornal com base em depoimento de uma representante do Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) em Fortaleza.
Segundo o "Los Angeles Times", agências de viagem em países como Itália e Alemanha oferecem abertamente pacotes para o Brasil que incluem serviços de prostitutas, algumas menores de idade.
A reportagem descreve o perfil desse tipo de turista: solteiro, homem europeu de meia-idade, alguns acima do peso, outros carecas. "Eles são homens procurando sexo pago a milhares de quilômetros de casa, em uma terra onde são anônimos e, para os padrões locais, são vistos como muito ricos."
O jornal americano relaciona a prostituição ao quadro de pobreza no país, como as péssimas condições de vida nas favelas, e cita donos de hotéis, pousadas, taxistas e operadores de viagem como envolvidos em um esquema de turismo sexual.
O "Los Angeles Times" menciona declarações da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), eleita no ano passado, que admite a existência da rede de exploração sexual. "O direito do prazer sexual é um direito humano. Mas quando você cruza o Atlântico para apenas fazer isso, há alguma coisa errada", diz Luizianne, segundo o jornal americano.
A reportagem também ouviu representantes de entidades civis dedicadas ao combate do turismo sexual e também lembrou uma campanha nacional lançada para inibir essa prática.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre turismo sexual no Brasil
Com tsunami, turismo sexual deve crescer no Brasil, diz jornal americano
Publicidade
da Folha Online"O turismo sexual está crescendo no Brasil". Essa foi uma das manchetes das edições dominicais de alguns jornais americanos.
Uma reportagem produzida pelo "Los Angeles Times" e reproduzida por outras publicações (Philadelphia Inquirer, Sun-Sentinel e Seattle Times) descreve como funciona o turismo sexual em Fortaleza, capital do Ceará.
O jornal cita que a tragédia na Ásia por causa das ondas gigantes (tsunami), no final do ano passado, pode intensificar o turismo sexual no Nordeste brasileiro. Estrangeiros interessados no sexo com nativas podem deixar de visitar os países asiáticos preferindo procurar destinos como Fortaleza, Natal (RN) e Recife (PE). Essa avaliação foi feita pelo jornal com base em depoimento de uma representante do Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) em Fortaleza.
Segundo o "Los Angeles Times", agências de viagem em países como Itália e Alemanha oferecem abertamente pacotes para o Brasil que incluem serviços de prostitutas, algumas menores de idade.
A reportagem descreve o perfil desse tipo de turista: solteiro, homem europeu de meia-idade, alguns acima do peso, outros carecas. "Eles são homens procurando sexo pago a milhares de quilômetros de casa, em uma terra onde são anônimos e, para os padrões locais, são vistos como muito ricos."
O jornal americano relaciona a prostituição ao quadro de pobreza no país, como as péssimas condições de vida nas favelas, e cita donos de hotéis, pousadas, taxistas e operadores de viagem como envolvidos em um esquema de turismo sexual.
O "Los Angeles Times" menciona declarações da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), eleita no ano passado, que admite a existência da rede de exploração sexual. "O direito do prazer sexual é um direito humano. Mas quando você cruza o Atlântico para apenas fazer isso, há alguma coisa errada", diz Luizianne, segundo o jornal americano.
A reportagem também ouviu representantes de entidades civis dedicadas ao combate do turismo sexual e também lembrou uma campanha nacional lançada para inibir essa prática.
Especial

