08/03/2005
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18h52
da Folha Online, em Brasília
A decisão do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), de arquivar a denúncia feita pelo líder do PSDB, Alberto Goldman (SP), gerou um bate-boca entre os dois.
Isso porque, além de determinar o arquivamento da denúncia, Severino aproveitou o momento para responder às críticas feitas a ele por Goldman sobre a demora para tomar uma decisão quanto à ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Goldman acusa Lula de ter cometido crime de responsabilidade em razão do seu discurso no último dia 24 --no qual disse ter abafado a denúncia de um alto funcionário de seu governo de que teria havido corrupção em processos de privatização da gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Severino arquivou hoje a denúncia. De acordo com ele, o discurso de Lula visou somente preservar a imagem do governo anterior e não configura crime.
Goldman havia acusado Severino de protelar sua decisão em função da reforma ministerial. Irritado com as declarações, o presidente da Câmara mandou que o líder tucano "olhasse o seu passado".
Severino ainda apresentou em plenário uma coluna do jornalista Jânio de Freitas, publicado na Folha no dia 18 de junho de 1993, intitulada "A derrapagem de Goldman", que trata de dúvidas sobre critérios de privatização da rodovia Presidente Dutra, na época em que Goldman era ministro dos Transportes.
As declarações de Severino revoltaram Goldman. O líder do PSDB negou que, em qualquer momento, tenha ofendido Severino. "Em momento nenhum fiz qualquer declaração dizendo que vossa excelência está barganhando. Vossa excelência deveria ter tomado cuidado para ver se isto é verdade."
O líder tucano afirmou ainda não saber de onde Severino tirou as informações. "Vossa excelência faz uma afirmativa que não sei de onde tirou. Saiu na imprensa, de um jornalista, que um dia falou alguma coisa contra alguém. Quantas vezes jornalistas falaram contra vossa excelência? E quantas vezes jornalistas falaram contra deputados nesta Casa? Vossa excelência não respeita a dignidade dos deputados", acrescentou.
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ROSE ANE SILVEIRAda Folha Online, em Brasília
A decisão do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), de arquivar a denúncia feita pelo líder do PSDB, Alberto Goldman (SP), gerou um bate-boca entre os dois.
Isso porque, além de determinar o arquivamento da denúncia, Severino aproveitou o momento para responder às críticas feitas a ele por Goldman sobre a demora para tomar uma decisão quanto à ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Goldman acusa Lula de ter cometido crime de responsabilidade em razão do seu discurso no último dia 24 --no qual disse ter abafado a denúncia de um alto funcionário de seu governo de que teria havido corrupção em processos de privatização da gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Severino arquivou hoje a denúncia. De acordo com ele, o discurso de Lula visou somente preservar a imagem do governo anterior e não configura crime.
Goldman havia acusado Severino de protelar sua decisão em função da reforma ministerial. Irritado com as declarações, o presidente da Câmara mandou que o líder tucano "olhasse o seu passado".
Severino ainda apresentou em plenário uma coluna do jornalista Jânio de Freitas, publicado na Folha no dia 18 de junho de 1993, intitulada "A derrapagem de Goldman", que trata de dúvidas sobre critérios de privatização da rodovia Presidente Dutra, na época em que Goldman era ministro dos Transportes.
As declarações de Severino revoltaram Goldman. O líder do PSDB negou que, em qualquer momento, tenha ofendido Severino. "Em momento nenhum fiz qualquer declaração dizendo que vossa excelência está barganhando. Vossa excelência deveria ter tomado cuidado para ver se isto é verdade."
O líder tucano afirmou ainda não saber de onde Severino tirou as informações. "Vossa excelência faz uma afirmativa que não sei de onde tirou. Saiu na imprensa, de um jornalista, que um dia falou alguma coisa contra alguém. Quantas vezes jornalistas falaram contra vossa excelência? E quantas vezes jornalistas falaram contra deputados nesta Casa? Vossa excelência não respeita a dignidade dos deputados", acrescentou.
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