Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
11/04/2005 - 20h20

Severino defende nepotismo em posse de seu filho em PE

Publicidade

 
PEDRO MOREIRA
Colaboração para a Agência Folha, em Recife

O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), voltou a defender nesta segunda-feira o nepotismo, quando participou da posse de seu filho, José Maurício Valladão Cavalcanti, na Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Pernambuco.

"Essa história de nepotismo é coisa para fracassados e derrotados que não souberam criar seus filhos. Eu criei bem os meus filhos, que têm universidade, e agora estou indicando José Maurício", afirmou o deputado.

O evento terminou se transformando em um ato político do Partido Progressista (PP), que contou, inclusive, com a participação do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, além de alguns deputados estaduais de Pernambuco e federais dos Estados de Alagoas e Sergipe.

Também estavam presentes na cerimônia de posse Ana Cavalcanti, deputada estadual por Pernambuco e filha de Severino, além da mulher do presidente da Câmara, Amélia Cavalcanti.

Severino recorreu à capacidade técnica para defender a indicação do filho ao cargo. "O José Maurício é uma pessoa que tem doutoramento [apesar da afirmação do presidente da Câmara, José Maurício Valladão Cavalcanti não possui doutorado. Ele é formado em economia, com pós-graduação em gestão municipal]. É um economista que já tem um ótimo relacionamento com o Ministério da Agricultura, em Brasília. Isso vai facilitar o trabalho da superintendência. É tanto que, pela primeira vez, um ministro vem empossar um superintendente", declarou.

Segundo Severino, a vaga na superintendência do Ministério da Agricultura já era do PP desde o governo Fernando Henrique. O cargo já foi ocupado por Roosevelt Gonçalves, aliado de Severino, que também já foi superintendente estadual do Incra e agora é prefeito da cidade de Cumaru, no interior pernambucano.

Questionado sobre o projeto de lei em tramitação no Congresso que propõe o fim das nomeações de parentes, Severino afirmou que só apoiará se a lei for para todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). "Se for pela metade, eu não vou apoiar." O projeto de lei volta à pauta da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados amanhã.

Sobre a possibilidade de demitir seus parentes caso a lei seja aprovada, o presidente voltou a defender as nomeações. "Acho que isso é história do passado, é uma repetição. Analisem primeiro o Poder Judiciário e vejam quantos filhos de juízes, desembargadores e ministros estão empregados em cargos de confiança. Cargo de confiança é para quem merece confiança. Para mim, que tenho uma família bem constituída, meus filhos merecem confiança. Por isso mesmo eu os escolhi", disse.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre Severino Cavalcanti
  • Leia o que já foi publicado sobre nepotismo
  •  

    Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
    ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

    Publicidade

     

    Publicidade

     

    Publicidade