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Serra precisa fazer campanha agora se quiser ser presidente, diz "The Economist"
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colaboração para a Folha Online
A revista inglesa "The Economist" publicou editorial na edição desta semana no qual avalia que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), corre risco de perder a eleição presidencial se continuar a tática de não se mostrar como candidato. "Serra precisa subir no banquinho e começar a entoar as próprias loas agora, se quer evitar ser lembrado como o melhor presidente que o Brasil nunca teve", afirma a revista.
Segundo "The Economist", Serra fez um trabalho decente no governo de São Paulo, mas tem perdido a liderança nas pesquisas de intenção de votos. "O tumultuado sistema multipartidário brasileiro, no qual os candidatos têm de costurar delicadamente amplas coalizões, é duro com aqueles cujos comboios perdem a força do momento", diz a publicação inglesa.
O texto lembra que o governador administra um "gigantesco Estado industrial" que está acostumado a ter importância na escolha dos presidentes do Brasil. Os dois recentes presidentes --Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva-- têm raízes políticas em São Paulo.
A revista menciona as críticas que Serra tem sofrido por conta das enchentes que atingiram São Paulo nos últimos meses. "Apesar das acusações de falhar em melhorar as defesas do estado contra enchentes, a equipe de Serra ainda pensa que seu currículo como governador é sólido o suficiente para levá-lo à presidência na eleição de outubro", avalia a publicação.
De acordo com a revista, "Serra com certeza é um candidato forte para ocupar o cargo. Mas ele é um personagem curioso. Um amigo diz que ele anunciou quando tinha apenas 17 anos que se tornaria presidente do Brasil. Colegas o descrevem como um notívago maluco por controle com um traço de obstinação".
O editorial prossegue contando como Serra construiu a reputação que tem depois de ter sido senador, ministro, prefeito e governador. "Difícil como possa ser, ele é um homem que inspira lealdade naqueles que trabalham com ele", segundo a revista.
"The Economist" diz ainda que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é uma administradora capaz, no entanto, é menos carismática que o governador. "Por isso as taxas de Serra devem se recobrar quando entrar em campanha."
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