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Cúpula do PT defende aliança formal com PMDB após excluir partido de resolução
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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Sem incluir a aliança com o PMDB na resolução que estabelece diretrizes para um futuro governo petista caso a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) vença a disputa de outubro, a cúpula do PT saiu hoje em defesa da união formal com os peemedebistas.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta sexta-feira que os petistas estão dispostos a "casar" com o PMDB, mesmo sem mencionar explicitamente a aliança nas diretrizes de governo.
"Numa resolução como essa, não cabe você ficar nominando os partidos. Por que não cita o PDT, o PTB, todos os partidos? A ação com os partidos não acontece em função do tipo de resolução. Nós queremos casar, sim, com o PMDB. Estamos casados hoje sob o governo Lula. E queremos continuar casados sendo governo Dilma", disse Dutra.
O presidente do PT afirmou que, apesar de um grupo de delegados criticar a união com os peemedebistas, o partido está unido em torno da governabilidade --o que incluiu a aliança com outras legendas da base. "A unidade que está tendo aqui, que se expressou no documento, não é uma unidade artificial, arrancada a fórceps."
Na resolução com as diretrizes para um eventual programa de governo de Dilma, o PT manteve a disposição de firmar alianças com partidos de centro-esquerda em torno do nome de Dilma, mas não fez menção específica à aliança com o PMDB --como foi defendido por delegados do partido.
O deputado José Genoino (PT-SP) apresentou emenda que pedia a inclusão, no texto, da aliança prioritária com o PMDB nas eleições de outubro. A emenda acabou derrubada pela maioria dos delegados, que mantiveram o texto original, que menciona apenas a necessidade de o PT "fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimentos sociais".
O partido cita, no texto, apenas o PSDB, DEM e PPS como opositores diretos do PT nas eleições de 2010. Na prática, o partido estaria liberado a firmar alianças com todas as demais legendas de centro-esquerda, com exceção dos partidos de oposição.
"De um lado, os neoliberais representados pela aliança DEM/PSDB/PPS, derrotados em 2002 e 2006, encurralados ideologicamente depois da crise econômica global e sem projeto para o país. De outro, o projeto popular implementado por Lula que levou o Brasil a deixar o papel de ator coadjuvante na cena mundial", diz o texto.
Alianças
O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-presidente nacional do PT, disse que o partido não pretende priorizar alianças porque considera que todas as legendas da base são importantes para as eleições presidenciais. "Ontem foi ao ar programa do PSB que coloca dúvida sobre as eleições de 2010. Queremos fazer o debate com todos, mas não queremos estabelecer nenhuma prioridade, mesmo que baseada na questão programática", afirmou.
Para o petista Marcos Sokol, que disputou a presidência do PT, a aliança com o PMDB é um erro na história do partido. "Questiona aliança com o PMDB. "Aliança para que? Para continuar o balcão de negócios que resultou no mensalão?", questionou.
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