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15/06/2005 - 10h19

Jefferson depõe novamente hoje, na Corregedoria da Câmara

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ROSE ANE SILVEIRA
da Folha Online, em Brasília

Depois de um depoimento de mais de seis horas no Conselho de Ética da Câmara nesta terça-feira, o deputado Roberto Jefferson (RJ), presidente nacional do PTB, volta a depor hoje na Casa, desta vez perante a comissão de sindicância formada pela Corregedoria da Câmara.

O depoimento está marcado para as 11h e será fechado. Cinco deputados integram a comissão de sindicância e o relator do caso é o deputado Robson Tuma (PFL-SP). Jefferson falará novamente sobre as denúncias feitas por ele de pagamento de mesadas por parte do governo, a deputados da base aliada, em especial a integrantes do PP e PL.

Roberto Jefferson foi alvo de quatro representações encaminhadas à Corregedoria da Câmara. Três tratam do esquema de pagamento de mesadas, o chamado "mensalão". Um outra representação trata das denúncias publicadas na revista "Veja", ainda em maio, sobre suposto esquema de corrupção nos Correios.

O relator tem prazo de 20 sessões plenárias para apresentar o parecer à Mesa Diretora da Casa. O parecer pode ser pela inocência ou culpa de Jefferson nas acusações de quebra de decoro. No caso de quebra de decoro, se a Mesa considerar o relatório consistente, encaminha-o para o Conselho de Ética, que pode instaurar processo por quebra de decoro parlamentar e cassar o mandato do deputado.

Em seu depoimento ontem, no Conselho de Ética, Jefferson reafirmou o teor das denúncias reveladas à Folha de S.Paulo de cobrança do "mensalão" na Câmara, porém não trouxe provas. Jefferson poupou Lula de críticas diretas, chamando-o de "um homem honrado e correto", e disse que o ministro José Dirceu (Casa Civil) pode transformar o presidente "em réu".

Apesar de não levar provas de irregularidades, Jefferson apontou ao menos seis deputados envolvidos no esquema do "mensalão": o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (SP); o líder do PP na Câmara, José Janene (PR); Pedro Corrêa (PP-PE); o líder PL na Câmara, Sandro Mabel (GO); o deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ); e Pedro Henry (PP-MT). Todos negaram as acusações.

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