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PT adia reunião para tentar contornar novas denúncias
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O PT (Partido dos Trabalhadores) decidiu adiar a reunião que faria neste domingo para tentar contornar a crise política e traçar o futuro do tesoureiro do partido, Delúbio Soares, um dia após novas denúncias sobre o suposto envolvimento do publicitário Marcos Valério de Souza com o partido engrossarem a crise política que passa o governo Lula.
Segundo o presidente do partido, José Genoino, a reunião da Executiva Nacional foi adiada porque alguns dos membros não poderiam comparecer ao encontro em São Paulo. Nova reunião foi marcada, segundo o partido, para a próxima terça-feira (5).
Ontem, a revista "Veja" publicou reportagem em que aponta que o publicitário --cujas empresas de propaganda atuam junto a estatais e já faturaram mais de R$ 140 milhões em contratos de prestação de serviço-- foi avalista em empréstimos feito pelo partido de R$ 2,4 milhões com o banco mineiro BMG, em 2003.
Em declaração ontem, Genoino disse que assinou o contrato em confiança ao tesoureiro do partido o contrato para o empréstimo e que, na época, não conhecia Valério.
Denúncia
A reportagem da revista desmente as declarações que Valério deu nas últimas semanas à Polícia Federal, de que teria vínculos só de amizade com seu tesoureiro Delúbio Soares.
Em nota divulgada ontem, Delúbio afirmou que, pelo fato de o partido ter patrimônio insuficiente, o banco exigiu aval de pessoa com patrimônio compatível. "Como nosso patrimônio é notoriamente insuficiente para garantir uma dívida desse valor, o BMG exigiu aval de pessoa com patrimônio compatível, tendo Marcos Valério Fernandes de Souza concordado em nos dar essa garantia", diz um trecho da nota.
Soares afirmou que os juros de R$ 349,9 mil foram pagos pelo publicitário, que se tornou credor junto ao PT.
O tesoureiro do PT disse que tinha dado a Genoino apenas informações referentes às operações celebradas com o Banco Rural. Na reportagem, Genoino nega que Valério tivesse sido avalista em operações bancárias.
Valério é também o principal suspeito de operar uma enorme rede de corrupção política, o chamado "mensalão" --pagamento de mesadas a deputados federais dispostos a "ajudar" o governo a aprovar seus projetos na Câmara Federal.
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