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05/07/2005 - 16h54

Esquerda do PT pede nova diretoria com "autoridade moral"

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PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília

Um grupo de 20 deputados da esquerda do PT defendeu hoje por meio de carta a substituição da direção do partido por uma diretoria provisória diante da crise de legitimidade e de credibilidade.

Os deputados defendem no documento de duas páginas que o PT seja presidido por quem tenha "autoridade moral e isenção política para conduzir o PT até as eleições internas, em setembro", e dizem que os dirigentes acusados devem se afastar para dedicar-se à sua defesa.

O documento assinado pelos deputados Antônio Carlos Biscaia (RJ), André Costa (RJ), Chico Alencar (RJ), Drª Clair (PR), Dr. Rosinha (PR), Gilmar Machado (MG), Iara Bernardi (SP), Guilherme Menezes (BA), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE), João Grandão (MS), Luiz Alberto (BA), Maninha, (DF) Mauro Passos, (SC) Nazareno Fonteles, (PI) Orlando Desconsi,(RS) Orlando Fantazinni (SP), Paulo Rubem (PE),Tarcísio Zimmermann (RS) ,Walter Pinheiro (BA), defende ainda a realização de auditoria nas contas do partido para a apuração de eventuais responsabilidades por uma comissão de ética interna.

Alianças

Na carta, intitulada "Declaração à militância: em defesa dos valores do PT", os deputados dizem que a maior crise enfrentada pelo PT na sua história "deriva de alianças políticas com partidos ideologicamente conservadores e de viés fisiológico, e de uma visão de gestão administrativa onde a barganha política sufoca o compromisso com a moralidade pública".

Os deputados também fazem críticas à política econômica que chama de "ultra-ortodoxa e essencialmente continuísta".

Enquanto o presidente Lula acerta com o PMDB os detalhes para uma participação maior no governo, em uma reforma ministerial que pode ser anunciada ainda hoje, os deputados defendem a eliminação de acordos baseados em troca de votos por cargos ou liberação de emendas parlamentares, e um "choque ético-político" neste ano e meio até o fim do mandato.

"A simples incorporação ao governo de Ministros do pedaço do PMDB comandado pelos senadores Renan Calheiros e José Sarney, "despetizando" a administração, nada agregará", diz o documento.

Após a revelação de empréstimo contratado pelo PT tendo como avalista o empresário Marcos Valério, e as acusações de envolvimento em um esquema de pagamento de mesadas a deputados, o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, pediu hoje afastamento da direção do partido. Ontem o secretário-geral do partido, Silvio Pereira, já havia pedido licença do cargo.

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