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Presidente do PSDB admite caixa dois e culpa assessor pelo esquema
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da Folha Online, em Brasília
O presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), admitiu nesta terça-feira que sua campanha à reeleição do governo do Estado em 1998 teve caixa dois, mas jogou a responsabilidade para o coordenador administrativo-financeiro de sua campanha em 1998, Cláudio Mourão da Silveira.
Azeredo aproveitou a sessão de votação de requerimento de hoje da CPI dos Correios para prestar um depoimento espontâneo.
| Folha Imagem |
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| O presidente do PSDB, Eduardo Azeredo |
Azeredo, diante disso, diz ser inocente das acusações feitas contra ele de que sua campanha teria usado os mesmos dispositivos já admitidos pelos ex-dirigentes do PT, em que empresas de Valério faziam empréstimos e repassavam os recursos a diretórios petistas para o pagamento de dívidas de campanha.
"Conforme deixa clara a correspondência, a responsabilidade por esses aportes foi da coordenação da campanha. Permaneço, pois, com a consciência tranqüila de que me pautei pela lei e pela ética, ao prestar contas da campanha com os fatos e documentos que conhecia", afirmou o senador. "O presidente Lula também tem deixado entender que não sabia de todos os fatos que o cercam e que se relacionam com as denúncias agora trazidas à luz", acrescentou.
A existência de caixa dois foi a razão alegada ontem para que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, renunciasse ao mandato de deputado. Em seu discurso, Costa Neto confirmou a existência de caixa dois, mas negou que houvesse o pagamento de "mensalão".
Desvio de foco
Azeredo atribuiu as acusações contra ele à suposta tentativa do governo de desviar o foco das investigações da CPI dos Correios. "Ninguém precisa fazer esforço de inteligência para logo perceber que se tenta na verdade desviar o foco da investigação das graves denúncias que envolvem setores do governo federal e de seus partidos aliados", afirmou. "Buscam deliberadamente amplificar e confundir fatos eleitorais com o descalabro das denúncias que aí estão", continuou.
Azeredo afirmou que "eventuais irregularidades no processo eleitoral" não podem ser confundidos com "outra coisa, mais grave e hedionda" que seria o pagamento de mesada a parlamentares para votarem em favor do governo.
Ainda no seu discurso à CPI, o senador negou ainda que avalizou um empréstimo de R$ 9 milhões, feito pela DNA, outra empresa de Valério, para transferência a deputados durante a campanha de 1998.
Pelas informações levadas à comissão parlamentar, os garantidores do empréstimo seriam três sócios da DNA, inclusive Marcos Valério.De acordo com Azeredo, a conta da empresa com o governo Azeredo foi dada como garantia durante a negociação do empréstimo realizado em 30 de junho de 1999, "quando eu não era mais o governador do Estado".
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