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Brasil
06/08/2005 - 09h52

ONG suspende atendimento de saúde a 32 mil índios em Roraima

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JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha

O atendimento de saúde a cerca de 32 mil índios em Roraima está paralisado desde ontem. O CIR (Conselho Indígena de Roraima), ONG que faz o trabalho nas aldeias, enviou um ofício à Funasa (Fundação Nacional da Saúde) no qual atribui a decisão a atraso no envio de repasses à entidade, segundo a assessoria da ONG.

No documento, o coordenador do CIR em Roraima, Marinaldo Justino Trajano, diz que o motivo é a não-confirmação de repasses determinados por convênio firmado em junho entre o CIR e a Funasa, prejudicando a continuidade da assistência médica prestada a cerca de 250 aldeias.

De acordo com Trajano, a Funasa se comprometeu a repassar R$ 8.966.495,96 para mais 12 meses de vigência do contrato.

O CIR diz que a parceria com o governo mantém 218 postos de saúde e 74 laboratórios, onde atuam 420 agentes indígenas de saúde, além de agentes de endemias e saneamento e parteiras.

Outro lado

A assessoria da Funasa em Brasília disse que a liberação dos recursos está dentro do cronograma para análise, aprovação de prestação de contas e pagamento.

Ainda segundo o órgão, o CIR recebeu na tarde de ontem R$ 3.187.399,55 para manter o andamento das atividades sem interrupção. A assessoria negou que tenha havido ou que haverá descontinuidade na prestação dos serviços.

A reportagem não conseguiu contato com o CIR no início da noite para confirmar se a ONG havia sido comunicada sobre o repasse.

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