11/08/2005
-
21h37
da Agência Folha, em Porto Alegre
Depois de diversas negativas, o PT gaúcho reconheceu ter recebido R$ 1,050 milhão da empresa SMPB, da qual o empresário Marcos Valério de Souza é sócio.
Valério afirmou que o PT gaúcho recebeu um total de R$ 1,2 milhão. Desse total, de acordo com a versão do partido, R$ 150 mil foram valores pegos pelo administrador Paulo Bassotto para pagamento à gráfica Comunicação Impressa, por trabalhos feitos para a SMPB.
Dos valores assumidos pelo PT (R$ 1,050 milhão), R$ 150 mil já haviam sido discriminados pelo ex-tesoureiro do partido Marcelino Pies, que disse ter utilizado o dinheiro para pagar serviços feitos pelas gráficas Comunicação Impressa e Impresul (R$ 75 mil para cada uma delas). Faltavam R$ 900 mil.
O presidente do PT gaúcho, David Stival, após cinco horas de reunião no diretório estadual entre a manhã e a tarde de ontem, afirmou que todo o dinheiro tinha como destino o pagamento de contas do partido, e não campanhas eleitorais --ele negou a possibilidade de os valores terem servido para pagamento de contas da campanha do presidente nacional do PT, Tarso Genro, quando concorreu ao governo do Estado, em 2002.
''O PT do Rio Grande do Sul, no início de 2003, procurou a direção nacional para tratar de pagamentos de compromissos aqui no Estado da parte das direções estadual e nacional. Fomos orientados pelo diretório nacional, especialmente pelo seu tesoureiro na época, Delúbio Soares, a buscar recursos em Belo Horizonte, nessa empresa que já é de conhecimento público [a SMPB]. Pegamos, sim, nessa empresa, R$ 1,050 milhão'', disse Stival.
De acordo com Stival, o partido ainda não havia se manifestado sobre a maior parte desse valor --e vinha negando sua existência --porque ''estava em processo de busca de informações''.
Os valores foram pegos em Belo Horizonte pelo filiado (não tem cargo na direção estadual) Marcos Trindade, que participou ontem da reunião.
Na lista de pessoas autorizadas a sacar os recursos constam os nomes de Paulo Bassotto, Marcelino Pies e do advogado Jorge Garcia. De acordo com o PT, o nome de Trindade não constava porque o dinheiro foi pego em espécie.
Bassotto, que chegou a ser detido com R$ 150 mil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em junho de 2003, não participou da reunião de hoje e não se manifestou.
Leia mais
Duda diz que recebeu R$ 10, 5 milhões de caixa 2 em paraíso fiscal
Apesar de temer o impeachment, oposição já estuda procedimentos legais
Presidente do Senado diz que governo passa por uma "insolvência política"
Especial
Leia a cobertura completa sobre o caso do "mensalão"
Leia a cobertura completa sobre a CPI dos Correios
Após negativas, PT-RS assume ter recebido dinheiro citado por Valério
Publicidade
LÉO GERCHMANNda Agência Folha, em Porto Alegre
Depois de diversas negativas, o PT gaúcho reconheceu ter recebido R$ 1,050 milhão da empresa SMPB, da qual o empresário Marcos Valério de Souza é sócio.
Valério afirmou que o PT gaúcho recebeu um total de R$ 1,2 milhão. Desse total, de acordo com a versão do partido, R$ 150 mil foram valores pegos pelo administrador Paulo Bassotto para pagamento à gráfica Comunicação Impressa, por trabalhos feitos para a SMPB.
Dos valores assumidos pelo PT (R$ 1,050 milhão), R$ 150 mil já haviam sido discriminados pelo ex-tesoureiro do partido Marcelino Pies, que disse ter utilizado o dinheiro para pagar serviços feitos pelas gráficas Comunicação Impressa e Impresul (R$ 75 mil para cada uma delas). Faltavam R$ 900 mil.
O presidente do PT gaúcho, David Stival, após cinco horas de reunião no diretório estadual entre a manhã e a tarde de ontem, afirmou que todo o dinheiro tinha como destino o pagamento de contas do partido, e não campanhas eleitorais --ele negou a possibilidade de os valores terem servido para pagamento de contas da campanha do presidente nacional do PT, Tarso Genro, quando concorreu ao governo do Estado, em 2002.
''O PT do Rio Grande do Sul, no início de 2003, procurou a direção nacional para tratar de pagamentos de compromissos aqui no Estado da parte das direções estadual e nacional. Fomos orientados pelo diretório nacional, especialmente pelo seu tesoureiro na época, Delúbio Soares, a buscar recursos em Belo Horizonte, nessa empresa que já é de conhecimento público [a SMPB]. Pegamos, sim, nessa empresa, R$ 1,050 milhão'', disse Stival.
De acordo com Stival, o partido ainda não havia se manifestado sobre a maior parte desse valor --e vinha negando sua existência --porque ''estava em processo de busca de informações''.
Os valores foram pegos em Belo Horizonte pelo filiado (não tem cargo na direção estadual) Marcos Trindade, que participou ontem da reunião.
Na lista de pessoas autorizadas a sacar os recursos constam os nomes de Paulo Bassotto, Marcelino Pies e do advogado Jorge Garcia. De acordo com o PT, o nome de Trindade não constava porque o dinheiro foi pego em espécie.
Bassotto, que chegou a ser detido com R$ 150 mil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em junho de 2003, não participou da reunião de hoje e não se manifestou.
Leia mais
Especial


