12/08/2005
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11h27
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), afirmou considerar "prematura" a discussão de um possível processo de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O presidente não pode ser execrado", afirmou.
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), ao contrário da defesa feita ontem pelo PFL de abertura de um processo de impedimento, tese levantada enfaticamente pelo prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, disse que a saída do presidente seria ruim para o Congresso Nacional.
"O depoimento de Duda Mendonça toca no mandato do presidente, mas o pedido de impeachment é muito ruim porque a população entenderia que o Congresso está desmoralizado e que o Congresso desmoralizado tentaria atingir um presidente trabalhador", afirmou. "Ele [Lula] sairia da condição de réu para a condição de vítima", acrescentou.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que a possibilidade de impedimento do mandato de Lula significa também impedir que o vice-presidente José Alencar assuma o comando do país. A tese é refutada porque, de acordo com ele, o partido não quer que Severino assuma a presidência da República.
A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) disse também considerar prematura a discussão do impeachment e afirmou esperar um pronunciamento "firme e verdadeiro" do presidente.
De acordo com ela, é necessário saber se Lula sabia do suposto pagamento do "mensalão" ou se tinha consciência do uso de contas no exterior para o financiamento da campanha de 2002.
"A verdade que queremos é saber se o presidente teve qualquer conhecimento ou participação com algum desses atos ilícitos que estamos investigando", afirmou a petista.
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Severino disse ser prematuro falar em impeachment
FELIPE RECONDOda Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), afirmou considerar "prematura" a discussão de um possível processo de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O presidente não pode ser execrado", afirmou.
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), ao contrário da defesa feita ontem pelo PFL de abertura de um processo de impedimento, tese levantada enfaticamente pelo prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, disse que a saída do presidente seria ruim para o Congresso Nacional.
"O depoimento de Duda Mendonça toca no mandato do presidente, mas o pedido de impeachment é muito ruim porque a população entenderia que o Congresso está desmoralizado e que o Congresso desmoralizado tentaria atingir um presidente trabalhador", afirmou. "Ele [Lula] sairia da condição de réu para a condição de vítima", acrescentou.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que a possibilidade de impedimento do mandato de Lula significa também impedir que o vice-presidente José Alencar assuma o comando do país. A tese é refutada porque, de acordo com ele, o partido não quer que Severino assuma a presidência da República.
A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) disse também considerar prematura a discussão do impeachment e afirmou esperar um pronunciamento "firme e verdadeiro" do presidente.
De acordo com ela, é necessário saber se Lula sabia do suposto pagamento do "mensalão" ou se tinha consciência do uso de contas no exterior para o financiamento da campanha de 2002.
"A verdade que queremos é saber se o presidente teve qualquer conhecimento ou participação com algum desses atos ilícitos que estamos investigando", afirmou a petista.
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