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Agricultores bloqueiam agências bancárias no Pontal
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Colaboração para a Agência Folha, em Presidente Prudente
Em protesto por renegociação de dívidas e liberação de créditos agrícolas, assentados ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) bloquearam hoje três agências do Banco do Brasil e uma da Nossa Caixa em cidades da região do Pontal do Paranapanema (extremo oeste de SP).
Os agricultores permaneceram em frente aos bancos por horas e chegaram a impedir a entrada de clientes. A Polícia Militar acompanhou o protesto. Em assembléia ontem à tarde, os dirigentes do MST decidiram deixar os locais e retornar hoje às agências. "Vamos continuar acampando na frente das agências até que alguma providência seja tomada", disse o coordenador regional do MST José Aparecido Gomes Maia, 43, que comandou as ações em Pirapozinho (584 km a oeste de SP).
Nessa cidade, os manifestantes se dividiram e acamparam em frente à Nossa Caixa e ao Banco do Brasil. Ouvidos pela reportagem, gerentes dos bancos disseram que nada podiam fazer e que encaminhariam as reivindicações aos superiores.
De acordo com números da polícia da região, cerca de 250 militantes participaram das manifestações em Primavera, distrito de Rosana, Teodoro Sampaio e Pirapozinho. No Banco do Brasil de Teodoro Sampaio, a manifestação durou mais de quatro horas.
"Não temos outra alternativa que não essa de sensibilizar os governantes para que olhem por nós. Enquanto os acampados estão ocupando as terras improdutivas, estamos fazendo a luta aqui, do jeito que podemos", afirmou o coordenador estadual do MST Valmir Rodrigues Chavez, o Bil.
Retirada
A juíza de Mirante do Paranapanema, Adriana Nolasco da Silva, revogou a decisão de desocupação imediata da fazenda Santa Rita, invadida no último dia 6 por cerca de mil sem-terra. Os militantes terão agora uma semana para iniciar a desocupação, que deve ser concluída até o dia 26.
A juíza havia determinado que os membros do MST deixassem a área imediatamente e estipulou ainda multa de R$ 1 mil por dia caso a decisão fosse descumprida. O advogado dos donos da fazenda, Paulo Borgui, não foi encontrado para comentar a decisão.
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