18/08/2005
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12h14
da Folha Online, em Brasília
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares confirmou nesta quinta-feira, em depoimento à CPI do Mensalão, o acordo financeiro fechado entre PT e PL para a coligação dos dois partidos na campanha de 2002. Segundo ele, pelo acordo, o PT iria repassar R$ 10 milhões --25% do valor total da arrecadação da campanha presidencial.
Ele confirmou a reunião entre os dois partidos para definir a campanha à Presidência da República e o valor a ser pago ao PL para compensar as perdas causadas pela verticalização --o PL só poderia se coligar com o PT em todos os Estados, o que prejudicou o partido e diminuiu sua bancada.
O ex-tesoureiro também confirmou que o encontro ocorreu na casa do deputado Paulo Rocha (PT-PA), com a presença do presidente Lula, o vice-presidente José Alencar e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Assim como o presidente do PL, Delúbio disse que Lula e Alencar estavam em um escritório quando o repasse ao PL foi acertado. "Ficou acertado que, do volume arrecadado para a campanha eleitoral à Presidência, 25% ficaria para o vice para apoiar o PL. Em termos nominais, isso dá aproximadamente R$ 10 milhões", declarou.
Em entrevista à revista Época, o presidente do PL já havia falado sobre a negociação entre os dois partidos em 2002. Segundo Costa Neto, houve acerto financeiro entre as duas legendas para manter a coligação que efetivamente venceu as eleições daquele ano.
No entanto, Valdemar Costa Neto afirmou à revista que foram R$ 6,5 milhões. "Não chegou aos R$ 10,8 milhões que estão falando. Estão botando R$ 4 milhões a mais na minha conta."
Ainda durante o depoimento, Delúbio negou que tenham sido firmados acordos financeiros com outros partidos da base. "O acordo com o PTB foi político, para apoio em segundo turno."
O ex-tesoureiro confirmou também a informação do empresário Marcos Valério de Souza de que não foi o empresário quem procurou o PT para oferecer o esquema de empréstimos ao partido. "Eu perguntei a ele e a várias pessoas se tinham soluções ou como ajudar a pagar as dívidas de campanha."
Segundo Delúbio, Marcos Valério se propôs a ajudar, mas o ex-tesoureiro afirmou que não sabia do esquema feito antes para o PSDB.
Renúncia
Valdemar Costa Neto renunciou ao mandato de deputado federal no último dia 1º após as denúncias de que foi um dos beneficiados do "valerioduto", o esquema do empresário Marcos Valério para a distribuição de recursos a parlamentares.
Sobre sua renúncia, o ex-parlamentar afirmou: "Cometi um erro fiscal. Não declarei o dinheiro que recebi do PT".
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Delúbio confirma acerto de R$ 10 milhões com o PL
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ROSE ANE SILVEIRAda Folha Online, em Brasília
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares confirmou nesta quinta-feira, em depoimento à CPI do Mensalão, o acordo financeiro fechado entre PT e PL para a coligação dos dois partidos na campanha de 2002. Segundo ele, pelo acordo, o PT iria repassar R$ 10 milhões --25% do valor total da arrecadação da campanha presidencial.
Ele confirmou a reunião entre os dois partidos para definir a campanha à Presidência da República e o valor a ser pago ao PL para compensar as perdas causadas pela verticalização --o PL só poderia se coligar com o PT em todos os Estados, o que prejudicou o partido e diminuiu sua bancada.
| Lula Marques/FI |
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| Delúbio Soares presta depoimento à CPI do Mensalão |
Em entrevista à revista Época, o presidente do PL já havia falado sobre a negociação entre os dois partidos em 2002. Segundo Costa Neto, houve acerto financeiro entre as duas legendas para manter a coligação que efetivamente venceu as eleições daquele ano.
No entanto, Valdemar Costa Neto afirmou à revista que foram R$ 6,5 milhões. "Não chegou aos R$ 10,8 milhões que estão falando. Estão botando R$ 4 milhões a mais na minha conta."
Ainda durante o depoimento, Delúbio negou que tenham sido firmados acordos financeiros com outros partidos da base. "O acordo com o PTB foi político, para apoio em segundo turno."
O ex-tesoureiro confirmou também a informação do empresário Marcos Valério de Souza de que não foi o empresário quem procurou o PT para oferecer o esquema de empréstimos ao partido. "Eu perguntei a ele e a várias pessoas se tinham soluções ou como ajudar a pagar as dívidas de campanha."
Segundo Delúbio, Marcos Valério se propôs a ajudar, mas o ex-tesoureiro afirmou que não sabia do esquema feito antes para o PSDB.
Renúncia
Valdemar Costa Neto renunciou ao mandato de deputado federal no último dia 1º após as denúncias de que foi um dos beneficiados do "valerioduto", o esquema do empresário Marcos Valério para a distribuição de recursos a parlamentares.
Sobre sua renúncia, o ex-parlamentar afirmou: "Cometi um erro fiscal. Não declarei o dinheiro que recebi do PT".
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