22/08/2005
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16h24
da Folha Online
O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), afirmou nesta segunda-feira que não abre "mão de ser presidente da Câmara" e que caso o ministro da Fazenda Antonio Palocci seja afastado, o país "vai à bancarrota".
Severino discursou hoje para uma platéia de empresários representantes de companhias como Vivo, Nestlé Brasil e Embratel, reunidos na capital paulista. Em sua palestra, procurou também marcar posição de que não deseja assumir a presidência da República. Na semana passada, ele causou certa celeuma ao afirmar estava "preparado" para assumir a posição, em caso de um possível impedimento do presidente e do vice.
"Eu nunca pensei em ser presidente da República. Eu sou presidente da Câmara e não abro mão de minhas prerrogativas. Fique certo de que Severino Cavalcanti não abre mão de ser presidente da Câmara", disse ele.
O ministro Palocci, alvo na semana passada de denúncias sobre um suposto recebimento de propinas quando prefeito de Ribeirão Preto (1993-1997), foi o seu tema preferencial.
"Nós precisamos prestigiar o ministro da Fazenda, porque nós estamos prestigiando o Brasil, estamos prestigiando os senhores empresários. No momento em que nós desconfiarmos do homem que dirige as nossas finanças, o país irá à bancarrota", afirmou, na abertura do evento.
Mais tarde, durante uma entrevista à imprensa, Severino afirmou, ainda sobre Palocci: "ninguém é insubstituível, mas ele agora é imprescindível". E descartou a possibilidade de um possível afastamento do ministro: "eu confio no bom senso do presidente".
"O país quer paz, o país quer tranqüilidade. Eu não acredito no impeachment porque nós não podemos fazer com que a nação vá ao precipício, porque o impeachment desordena a economia", disse ele.
Quando chegou no local da palestra, o presidente da Câmara foi recebido de pé e com aplausos por parte do plenário. Severino, no entanto, teve seu momento de vaias, quando foi questionado por empresário sobre o que faria para que as investigações na Congresso não encerrassem em pizza.
"Creio que Vossa Senhoria não tem acompanhado o que acontece na Câmara", disse ele, na declaração que foi a senha para as vaias do plenário. O presidente da Câmara elevou o tom de voz e lembrou que seu partido defendeu a cassação do ex-deputado Sérgio Naya, processado sob acusação de crime de responsabilidade pelo desabamento do edifício Palace 2, em 1998.
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O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), afirmou nesta segunda-feira que não abre "mão de ser presidente da Câmara" e que caso o ministro da Fazenda Antonio Palocci seja afastado, o país "vai à bancarrota".
Severino discursou hoje para uma platéia de empresários representantes de companhias como Vivo, Nestlé Brasil e Embratel, reunidos na capital paulista. Em sua palestra, procurou também marcar posição de que não deseja assumir a presidência da República. Na semana passada, ele causou certa celeuma ao afirmar estava "preparado" para assumir a posição, em caso de um possível impedimento do presidente e do vice.
"Eu nunca pensei em ser presidente da República. Eu sou presidente da Câmara e não abro mão de minhas prerrogativas. Fique certo de que Severino Cavalcanti não abre mão de ser presidente da Câmara", disse ele.
O ministro Palocci, alvo na semana passada de denúncias sobre um suposto recebimento de propinas quando prefeito de Ribeirão Preto (1993-1997), foi o seu tema preferencial.
"Nós precisamos prestigiar o ministro da Fazenda, porque nós estamos prestigiando o Brasil, estamos prestigiando os senhores empresários. No momento em que nós desconfiarmos do homem que dirige as nossas finanças, o país irá à bancarrota", afirmou, na abertura do evento.
Mais tarde, durante uma entrevista à imprensa, Severino afirmou, ainda sobre Palocci: "ninguém é insubstituível, mas ele agora é imprescindível". E descartou a possibilidade de um possível afastamento do ministro: "eu confio no bom senso do presidente".
"O país quer paz, o país quer tranqüilidade. Eu não acredito no impeachment porque nós não podemos fazer com que a nação vá ao precipício, porque o impeachment desordena a economia", disse ele.
Quando chegou no local da palestra, o presidente da Câmara foi recebido de pé e com aplausos por parte do plenário. Severino, no entanto, teve seu momento de vaias, quando foi questionado por empresário sobre o que faria para que as investigações na Congresso não encerrassem em pizza.
"Creio que Vossa Senhoria não tem acompanhado o que acontece na Câmara", disse ele, na declaração que foi a senha para as vaias do plenário. O presidente da Câmara elevou o tom de voz e lembrou que seu partido defendeu a cassação do ex-deputado Sérgio Naya, processado sob acusação de crime de responsabilidade pelo desabamento do edifício Palace 2, em 1998.
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