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Partidos já armam bunkers para campanha presidencial
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CATIA SEABRA
BRENO COSTA
da Folha de S.Paulo
VALDO CRUZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília
No momento em que a campanha entra numa nova fase, com os pré-candidatos dedicados exclusivamente à eleição, os partidos já armam grandes estruturas para a disputa que vai consumir milhões de reais nos próximos meses e definir o novo presidente da República.
Em julho, quando as candidaturas serão oficializadas, a tendência é que os partidos ampliem essas estruturas, algumas delas ainda provisórias.
PSDB, PT e PV, os três partidos com candidatos de maior expressão eleitoral, estão em velocidades bastante diferentes na montagem do esquema -Ciro Gomes, do PSB, ainda tenta se viabilizar no próprio partido e no campo governista.
Serra
Os tucanos reservaram quatro andares do edifício Joelma, no centro de São Paulo, como um dos bunkers para a pré-campanha de José Serra. No local, onde já funciona a sede do PSDB municipal, devem ficar concentradas as equipes das campanhas à Presidência, ao governo estadual e ao Senado.
A exemplo de 2006, quando o Joelma foi seu comitê central, Serra ocupará também o escritório de uma amiga no bairro de Pinheiros, onde mora.
O PSDB procura, também em São Paulo, um escritório só para acomodação do comitê financeiro da campanha.
Potencial coordenador de comunicação da campanha de Serra, o jornalista Luiz Gonzalez deverá montar uma estrutura própria para a gravação dos programas do PSDB.
Mas, na pré-campanha, ocupará o escritório de sua empresa criada para atividades eleitorais, a Campanhas. Montada em 2006, a empresa costuma concentrar todas as etapas da produção de um programa.
Apesar das conversas preliminares, o modelo de comunicação ainda não foi fechado. Dele não participarão as equipes de internet. Sob coordenação do empresário Sérgio Caruso, funcionarão no Rio, em São Paulo e em Brasília.
Na capital federal funcionará o comitê político da campanha de Serra. O partido procura um prédio para sua instalação.
Dilma
A pré-candidata petista, Dilma Rousseff, agora fora do governo Lula, ganhou estrutura dotada de quatro bunkers -três casas e um escritório-, equipes de imprensa, de internet e de apoio, além de carro e aluguel de jatinhos.
Financiada pelo PT, a estrutura é provisória e será mantida nos três meses que antecedem o início oficial da campanha. Seu custo total nessa fase ficará acima de R$ 300 mil, sem contar gastos com marqueteiro e estratégia de internet.
Iniciada a campanha, o escritório alugado num subsolo de um hotel em Brasília será fechado. Sua estrutura será transferida para o futuro comitê eleitoral, que funcionará ao lado da sede do PT na capital. O escritório será o local trabalho de Dilma nessa fase. Tem capacidade para 30 pessoas.
Uma das três casas, todas no Lago Sul, área nobre de Brasília, será bancada pelas empresas Lanza Comunicação e Pepper Comunicação e as demais, pelo PT. A Lanza cuidará da área de imprensa. A Pepper, da estratégia de internet. A equipe de imprensa deve ser chefiada pela jornalista Helena Chagas, hoje na Empresa Brasileira de Comunicação, em tratativas finais de contratação.
Na área de internet, Dilma terá pelo menos três blogs. Um já está em operação, direcionado para mulheres. Outros dois serão lançados nas próximas semanas, um para o público em geral e outro para jovens.
A segunda casa é ocupada pela pré-candidata e sua mãe, já que, ao deixar o governo, ela perdeu direito à residência oficial. O aluguel custa R$ 12 mil.
A terceira casa é de responsabilidade do marqueteiro João Santana, o mesmo que fez a campanha da reeleição de Lula.
Além dessa estrutura, Dilma será remunerada pelo PT com um salário compatível ao que ela recebia nos tempos de ministra, perto dos R$ 20 mil.
Marina
A senadora Marina Silva, do PV, é a que tem a estrutura mais modesta. Sua campanha vem usando informalmente uma casa térrea em Pinheiros, cedida pelo empresário Guga Stroeter, sócio de Alexandre Youssef, que é filiado ao PV.
O partido ainda tenta acertar um contrato de aluguel para uso permanente do espaço como bunker da campanha. Enquanto isso, seus apoiadores têm usado também a sede do PV estadual, na Vila Mariana.
No quesito internet, o que existe até o momento é uma rede de colaboradores. A coordenação desse trabalho vem sendo feita pela MVL Comunicação, em São Paulo.
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