11/09/2005
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09h01
Na ante-sala da sede da Polícia Federal, o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf repetiu diversas vezes que a prisão dele e do filho era injusta. De acordo com relatos de pessoas que acompanhavam o ex-prefeito, ele parecia não acreditar no que estava acontecendo e se disse decepcionado com as autoridades do país.
Na cela, Maluf recebeu 12 quibes que haviam sido enviados pelo deputado federal Salim Curiati (PP-SP), que ontem não foi autorizado a entrar no prédio da PF. Horas antes, os dois haviam conversado por telefone, quando Curiati ligou para um aparelho fixo da carceragem.
"Por telefone, ele [Maluf] parecia firme e bem-disposto, mas, evidentemente, ainda um pouco aturdido, ele não esperava a prisão, ninguém esperava", disse Curiati, que conversou cerca de dez minutos com o ex-prefeito.
"Maluf disse que está sendo bem tratado pela polícia, mas que não sabe dizer o motivo de terem feito isso. Ele falou que veio espontaneamente com seu advogado, que não tinha sentido tudo isso", afirmou o deputado.
Curiati chegou à tarde com uma dúzia de quibes para o ex-prefeito. Levou também um quindim, que não chegou a entregar. "Lembrei que ele estava de regime e dei para o meu motorista."
O deputado também distribuiu medalhas da Cruz de Cristo banhada a ouro para as jornalistas que estavam no local. "Para que façam o bem", disse.
O cantor e vereador Aguinaldo Timóteo (PP) também foi à sede da PF, e também não entrou. Ele esperou pouco, apresentou aos jornalistas um livro que tinha em mãos, sobre obras públicas de Maluf, e foi embora.
Por volta das 16h10, Jacqueline, mulher de Flávio Maluf, entrou no prédio com duas sacolas e uma água de coco de garrafinha para entregar ao marido. Ela não conversou com os jornalistas.
A mulher de Maluf, Sylvia, e os filhos Otávio e Lina passaram o dia na casa do ex-prefeito, à espera de notícias dos advogados.
Um dos advogados de Maluf, Ricardo Tosto, também não conseguiu entrar no prédio. A PF argumentou que, naquele momento, já havia um advogado com o ex-prefeito.
Sobre o fato de não permitir a entrada do deputado e do cantor, a PF informou que, por motivos de segurança, num sábado em que as equipes trabalham em esquemas de plantão, as visitas aos presos são limitadas.
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Maluf ganhou quibes de deputado e disse que prisão é injusta
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da Folha de S. PauloNa ante-sala da sede da Polícia Federal, o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf repetiu diversas vezes que a prisão dele e do filho era injusta. De acordo com relatos de pessoas que acompanhavam o ex-prefeito, ele parecia não acreditar no que estava acontecendo e se disse decepcionado com as autoridades do país.
Na cela, Maluf recebeu 12 quibes que haviam sido enviados pelo deputado federal Salim Curiati (PP-SP), que ontem não foi autorizado a entrar no prédio da PF. Horas antes, os dois haviam conversado por telefone, quando Curiati ligou para um aparelho fixo da carceragem.
"Por telefone, ele [Maluf] parecia firme e bem-disposto, mas, evidentemente, ainda um pouco aturdido, ele não esperava a prisão, ninguém esperava", disse Curiati, que conversou cerca de dez minutos com o ex-prefeito.
"Maluf disse que está sendo bem tratado pela polícia, mas que não sabe dizer o motivo de terem feito isso. Ele falou que veio espontaneamente com seu advogado, que não tinha sentido tudo isso", afirmou o deputado.
Curiati chegou à tarde com uma dúzia de quibes para o ex-prefeito. Levou também um quindim, que não chegou a entregar. "Lembrei que ele estava de regime e dei para o meu motorista."
O deputado também distribuiu medalhas da Cruz de Cristo banhada a ouro para as jornalistas que estavam no local. "Para que façam o bem", disse.
O cantor e vereador Aguinaldo Timóteo (PP) também foi à sede da PF, e também não entrou. Ele esperou pouco, apresentou aos jornalistas um livro que tinha em mãos, sobre obras públicas de Maluf, e foi embora.
Por volta das 16h10, Jacqueline, mulher de Flávio Maluf, entrou no prédio com duas sacolas e uma água de coco de garrafinha para entregar ao marido. Ela não conversou com os jornalistas.
A mulher de Maluf, Sylvia, e os filhos Otávio e Lina passaram o dia na casa do ex-prefeito, à espera de notícias dos advogados.
Um dos advogados de Maluf, Ricardo Tosto, também não conseguiu entrar no prédio. A PF argumentou que, naquele momento, já havia um advogado com o ex-prefeito.
Sobre o fato de não permitir a entrada do deputado e do cantor, a PF informou que, por motivos de segurança, num sábado em que as equipes trabalham em esquemas de plantão, as visitas aos presos são limitadas.
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