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17/04/2010 - 16h39

Estudantes e PM entram em confronto antes de eleição para governador do DF

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GABRIELA GUERREIRO
da Sucursal de Brasília

Atualizado às 16h52.

Manifestantes e policiais militares entraram em confronto neste sábado em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal, que realiza hoje eleições indiretas para eleger o novo governador do DF. Contrários às eleições indiretas, um grupo de mais de cem estudantes tentou invadir a sede do Legislativo do DF e foi contido pelos policiais --o que deu início ao tumulto.

Com mais uma desistência, governo do DF tem agora quatro candidatos

Pelo menos três manifestantes e um policial ficaram feridos durante a confusão, e dois estudantes foram presos pela Polícia Militar. O estudante de Relações Internacionais da UnB (Universidade de Brasília), Sólon Carvalho, foi levado ao serviço médico da Câmara Legislativa com ferimentos na cabeça. O jovem será encaminhado a um hospital para atendimento médico. "Eu caí no chão e a polícia começou a me bater", afirmou o estudante.

Um dos policiais foi atingido por uma pedra na altura do ombro, e também seguiu para atendimento médico. A Polícia Militar instalou barreiras para conter os manifestantes, mas um grupo de cerca de 30 conseguiu chegar em frente à Câmara Legislativa para protestar contra as eleições indiretas.

O advogado Márcio Freitas Filho, ferido durante a confusão, disse que foi atingido pelos policiais depois que estava caído no chão. "Eu vim acompanhar a manifestação para atingir abusos que firam os direitos humanos. Um policial veio para cima do estudante sem controle, me empurrou, caí. Quando eu caí, eles começaram a me bater", afirmou.

Freitas diz que foi atingido pelos cassetetes dos policiais depois de já estar caído no chão. Por esse motivo, ele registrou uma ocorrência na 2ª DP de Brasília a ingressou com representação na OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal) por "violação de prerrogativas profissionais".

Os policiais afirmam que os estudantes deram início ao confronto jogando paus e pedras sobre os militares, o que obrigou o grupo a reagir. A PM pediu reforço do Bope (Batalhão de Operações Especiais) do DF para conter os manifestantes --que não conseguiram invadir a sede do Legislativo local.

 

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