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Roberto Jefferson se aposenta como deputado federal
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O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), assinou ato concedendo aposentadoria para o deputado cassado Roberto Jefferson, que irá receber cerca de R$ 8.000. Jefferson deu entrada no pedido dia 22 setembro, logo depois de ter seu mandato cassado.
Jefferson receberá 52% do salário de deputado (R$ 12.847,00) --referente ao período em que contribuiu ao Instituto de Previdência dos Congressistas, válido até 1999-- mais seis trinta e cinco avos da remuneração --referente ao tempo em que foi deputado, de 1999 a 2005.
Depois de ser cassado, Jefferson (PTB-RJ) afirmou que não iria mais concorrer a cargos no Legislativo. "Vou viajar pelo Brasil. Não sou candidato a nada. Não vou disputar a presidência do PTB. Vou viajar e ajudar meus companheiros de partido. Quero ajudar a consolidar o PTB nos Estados", declarou na ocasião.
As denúncias de Jefferson acenderam o estopim da pior crise do governo Lula e do PT em seus 25 anos, além de colocar na corda bamba a popularidade do presidente, até então considerado "imbatível" para as eleições de 2006.
Acusado de operar um esquema de corrupção nos Correios e sentindo-se abandonado pelo governo federal, Jefferson denunciou o suposto esquema do "mensalão" em junho, em entrevista à Folha de S.Paulo.
Tropa de choque
O deputado que fez as denúncias foi militante da tropa de choque do presidente Fernando Collor e sobreviveu a momentos turbulentos da política nacional. Além do processo de impeachment de Collor, resistiu à outra CPI, a do Orçamento.
No governo Fernando Henrique Cardoso --para o qual fez indicações, como a do titular da Delegacia do Trabalho do Rio-- Jefferson teve papel fundamental para o rompimento do PSDB com o PFL: no prazo fatal, o então líder do PTB formalizou um bloco com a bancada tucana, permitindo que o deputado Aécio Neves (MG) concorresse à presidência da Câmara, vaga prometida ao pefelista Inocêncio Oliveira (PE).
No ano seguinte, apoiou Ciro Gomes à Presidência da República. Até então, compara petistas ao demônio. Um deles foi o hoje líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP). Após a eleição do presidente Lula, disse que, apesar das diferenças, PTB e PT se uniriam 'com afeto'.
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