17/10/2005
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20h23
da Folha Online, no Rio de Janeiro
A Petrobras confirmou hoje que o irmão do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, acompanhou o empresário português Emídio Mendes em visita à estatal no dia 29 de setembro. A Petrobras negou, no entanto, que o irmão do presidente tenha feito lobby a favor do empresário e da empresa Nacionalgás.
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, respondeu com indignação quando questionado após palestra na Câmara de Comércio França-Brasil sobre a suposta influência do irmão do presidente. "Se vocês quiserem fazer uma denúncia formal, façam, que nós vamos investigar. Especulação e ilações nós não vamos considerar. Não existe denúncia nenhuma", disse.
No fim da tarde, novamente questionado sobre o assunto, Gabrielli afirmou que nada foi fechado entre a estatal e a empresa portuguesa. "Nós fazemos centenas de negócios simultaneamente. Esse memorando sequer está pronto, não tem nenhum jogo de influência especial. Que lobby poderia existir, se não existiu nada?", indagou.
Segundo a Petrobras, Genival não se apresentou como irmão do presidente e não participou da reunião, realizada entre Emídio Mendes e o técnico da Petrobras Luthero Winter Moreira, da área de Abastecimento. De acordo com a Petrobras, o contato entre o técnico e o irmão do presidente se limitou a "um breve encontro na recepção do 20º andar da companhia, resumido a cumprimentos antes da reunião e, ao final, quando despediu-se do senhor Mendes".
O empresário português já havia procurado a Petrobras no início de julho deste ano, segundo a estatal. Ele propôs parceria na área de importação e distribuição de álcool combustível brasileiro nos mercados português e europeu por meio de um terminal de granéis líquidos que a empresa portuguesa pretende construir no porto de Sines, em Portugal.
A partir deste contato, a Petrobras enviou a Portugal em agosto uma equipe de técnicos das áreas Internacional e de Abastecimento para dar andamento aos entendimentos. Entre 14 e 20 de agosto, a equipe visitou os portos de Sines e Aveiro e fez contatos com empresas locais.
Alguns dias depois da reunião em que Mendes chegou acompanhado de Vavá, em 29 de setembro, a Petrobras encaminhou um esboço de Memorando de Entendimento, que até hoje não foi assinado. Durante a reunião, a minuta foi discutida, mas não chegou a ser fechada.
A estatal destaca que os memorandos de entendimento são instrumentos jurídicos rotineiros que não criam qualquer tipo de obrigação ou compromisso entre as partes.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Genival Inácio da Silva
Petrobras nega lobby de Vavá, mas confirma visita
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JANAINA LAGEda Folha Online, no Rio de Janeiro
A Petrobras confirmou hoje que o irmão do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, acompanhou o empresário português Emídio Mendes em visita à estatal no dia 29 de setembro. A Petrobras negou, no entanto, que o irmão do presidente tenha feito lobby a favor do empresário e da empresa Nacionalgás.
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, respondeu com indignação quando questionado após palestra na Câmara de Comércio França-Brasil sobre a suposta influência do irmão do presidente. "Se vocês quiserem fazer uma denúncia formal, façam, que nós vamos investigar. Especulação e ilações nós não vamos considerar. Não existe denúncia nenhuma", disse.
No fim da tarde, novamente questionado sobre o assunto, Gabrielli afirmou que nada foi fechado entre a estatal e a empresa portuguesa. "Nós fazemos centenas de negócios simultaneamente. Esse memorando sequer está pronto, não tem nenhum jogo de influência especial. Que lobby poderia existir, se não existiu nada?", indagou.
Segundo a Petrobras, Genival não se apresentou como irmão do presidente e não participou da reunião, realizada entre Emídio Mendes e o técnico da Petrobras Luthero Winter Moreira, da área de Abastecimento. De acordo com a Petrobras, o contato entre o técnico e o irmão do presidente se limitou a "um breve encontro na recepção do 20º andar da companhia, resumido a cumprimentos antes da reunião e, ao final, quando despediu-se do senhor Mendes".
O empresário português já havia procurado a Petrobras no início de julho deste ano, segundo a estatal. Ele propôs parceria na área de importação e distribuição de álcool combustível brasileiro nos mercados português e europeu por meio de um terminal de granéis líquidos que a empresa portuguesa pretende construir no porto de Sines, em Portugal.
A partir deste contato, a Petrobras enviou a Portugal em agosto uma equipe de técnicos das áreas Internacional e de Abastecimento para dar andamento aos entendimentos. Entre 14 e 20 de agosto, a equipe visitou os portos de Sines e Aveiro e fez contatos com empresas locais.
Alguns dias depois da reunião em que Mendes chegou acompanhado de Vavá, em 29 de setembro, a Petrobras encaminhou um esboço de Memorando de Entendimento, que até hoje não foi assinado. Durante a reunião, a minuta foi discutida, mas não chegou a ser fechada.
A estatal destaca que os memorandos de entendimento são instrumentos jurídicos rotineiros que não criam qualquer tipo de obrigação ou compromisso entre as partes.
Especial


