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Pré-candidata à Presidência, Dilma diz que aborto é uma violência contra a mulher
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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse hoje que o aborto é "uma violência" e que "nenhuma mulher defende". "Ninguém fala: 'quero fazer uma aborto'", disse ela.
Dilma disse que "o governo não tem que ser a favor ou contra o aborto, e sim a favor de políticas públicas". Ela afirmou que o Estado tem que oferecer políticas públicas que garantam a realização de abortos em casos em que a legislação brasileira já o prevê, como em gravidez decorrente de estupro ou quando há risco para a mãe.
"Não é possível deixar que mulheres das classe populares utilizem métodos medievais como agulhas de crochê, tricô ou chás absurdos [para fazer um aborto]", disse a ex-ministra.
Invasões
Em entrevista hoje pela manhã para o programa de entrevista "Painel RBS", transmitido pela RBS para todo o Rio Grande do Sul, a pré-candidata criticou as invasões de terra promovidas por movimentos sociais.
"Não concordo com nenhuma prática ilegal. Movimento é movimento e governo é governo. A parte que cabe ao governo é zelar pela ordem pública", disse.
Ela afirmou também que não concorda com a invasão de prédios públicos ou impedimento de funcionários. "Isso não significa que não nos dispomos a negociar e a dialogar. Agora, não se dialoga em ilegalidade."
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