23/11/2005
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20h37
A empresária Rosângela Gabrilli acusou nesta quarta-feira Klinger Luiz de Oliveira Souza, ex-secretário de Serviços Municipais de Santo André, de ser o principal operador do suposto esquema de cobrança de propina pela então administração petista de Santo André.
Rosângela atua no setor de transportes da cidade e prestou depoimento hoje na CPI dos Bingos.
A empresária reafirmou à comissão as denúncias que ela e seu pai, Ângelo Gabrilli, já haviam feito ao Ministério Público de São Paulo e que resultou no indiciamento de vários empresários, entre eles Ronan Maria Pinto, também acusado por ela de estar no esquema petista.
A empresária entregou à CPI uma série de documentos e recibos que deverão, segundo ela, comprovar a cobrança de propina.
Ela disse que em 2002, depois do assassinato de Celso Daniel, que não precisaria mais fazer a contribuição para a prefeitura. "Esquece dia 30 porque agora não tenho nem para quem passar. Então eu esqueci. Não sei se o esquema continuou nas outras empresas', teria afirmado o funcionário da Prefeitura de Santo André responsável por recolher o dinheiro.
À CPI, Rosangela disse que, quando tomou posse, o então prefeito Celso Daniel chamou seu pai para informar que seria Klinger a pessoa que "administraria a cidade dali em diante". Rosangela afirmou que o prefeito disse ainda que iria cuidar apenas da parte política da administração municipal.
Segundo ela, alguns dias depois do encontro, houve uma nova reunião na qual participaram Klinger, Ronan e Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra". Nesta reunião, Klinger teria avisado sobre a necessidade de "ser recolhido das empresas, todo dia 30, o dinheiro que seria levado para o PT."
"Klinger institui que todo dia 30 alguém passaria nas empresas para recolher esse dinheiro", afirmou Rosângela ao esclarecer que a contribuição era calculada pelo número de ônibus das empresas.
Com Agência Senado
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a CPI dos Bingos
Empresária acusa Klinger de comandar esquema de cobrança de propina
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da Folha Online, em BrasíliaA empresária Rosângela Gabrilli acusou nesta quarta-feira Klinger Luiz de Oliveira Souza, ex-secretário de Serviços Municipais de Santo André, de ser o principal operador do suposto esquema de cobrança de propina pela então administração petista de Santo André.
Rosângela atua no setor de transportes da cidade e prestou depoimento hoje na CPI dos Bingos.
A empresária reafirmou à comissão as denúncias que ela e seu pai, Ângelo Gabrilli, já haviam feito ao Ministério Público de São Paulo e que resultou no indiciamento de vários empresários, entre eles Ronan Maria Pinto, também acusado por ela de estar no esquema petista.
A empresária entregou à CPI uma série de documentos e recibos que deverão, segundo ela, comprovar a cobrança de propina.
Ela disse que em 2002, depois do assassinato de Celso Daniel, que não precisaria mais fazer a contribuição para a prefeitura. "Esquece dia 30 porque agora não tenho nem para quem passar. Então eu esqueci. Não sei se o esquema continuou nas outras empresas', teria afirmado o funcionário da Prefeitura de Santo André responsável por recolher o dinheiro.
À CPI, Rosangela disse que, quando tomou posse, o então prefeito Celso Daniel chamou seu pai para informar que seria Klinger a pessoa que "administraria a cidade dali em diante". Rosangela afirmou que o prefeito disse ainda que iria cuidar apenas da parte política da administração municipal.
Segundo ela, alguns dias depois do encontro, houve uma nova reunião na qual participaram Klinger, Ronan e Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra". Nesta reunião, Klinger teria avisado sobre a necessidade de "ser recolhido das empresas, todo dia 30, o dinheiro que seria levado para o PT."
"Klinger institui que todo dia 30 alguém passaria nas empresas para recolher esse dinheiro", afirmou Rosângela ao esclarecer que a contribuição era calculada pelo número de ônibus das empresas.
Com Agência Senado
Especial

