16/12/2005
-
20h33
da Agência Folha, em Curitiba
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse ontem que o resultado da pesquisa Datafolha sobre a disputa ao governo de São Paulo, em 2006, derruba o mito da polarização nacional entre PT e PSDB. Disse que também reforça a tese de que o PMDB deve ter candidato próprio à Presidência da República no ano que vem.
Segundo o Datafolha, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) é o favorito nos seis cenários da pesquisa, que ouviu terça e quarta-feira desta semana 1.798 eleitores paulistas. Três dos cenários confrontam Quércia com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o senador Aloizio Mercadante (PT) e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT).
''O resultado significa que o PMDB deve lançar candidato a presidente da República'', afirmou Requião. ''Também mostra com clareza que essa nuance de contradição PT-PSDB está exaurida. Que essa suposta polarização [da disputa nacional] entre PT e PSDB é uma falácia.''
Para Requião, o tamanho do eleitorado de São Paulo e o peso político do Estado permitem transportar a análise do resultado para a situação nacional. Mas ele não arrisca apontar um nome capaz de aliar as correntes do seu partido. ''Não podemos lançar um candidato a presidente sem antes definir o que fazer'', diz, referindo-se a um plano de governo.
''O Brasil espera um Kirchner [Néstor Kirchner, presidente da Argentina]'', disse Requião. Ele faz a vinculação ao dizer que Kirchner conseguiu ''reerguer uma Argentina caída''. No caso brasileiro, afirma que a população espera um candidato ''com proposta que reacenda a esperança, mas com perspectivas de desenvolvimento claras e concretas''.
O governador do Paraná diz identificar em Quércia o perfil manifestado na pesquisa pelas ''posições nacionalistas que ele representa''.
Requião já foi adversário interno de Quércia. Acusava-o de corrupto, quando o ex-governador paulista dominava o PMDB nacional. No seu primeiro governo do Paraná, Requião criou o serviço ''Dique Quércia'' para receber denúncias. Diz que hoje dialoga com Quércia, ''como com todos da cúpula do PMDB''.
O governador do Paraná diz que a falta de unidade no partido é superável. ''Não é só o PMDB que é complicado. O Brasil é um país complicado, a política é uma coisa complicada."
Ele diz que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva o decepcionou. ''Temos um companheiro [no governo] e não temos as mudanças propostas. O Lula é meu amigo, mas o governo dele não é. Quanta frustração.''
Especial
Leia reportagem completa na Folha (só assinantes)
Leia o que já foi publicado sobre as eleições 2006
Confira o site do Datafolha
Requião diz que pesquisa destrói ''falácia'' da polarização PT-PSDB
Publicidade
MARI TORTATOda Agência Folha, em Curitiba
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse ontem que o resultado da pesquisa Datafolha sobre a disputa ao governo de São Paulo, em 2006, derruba o mito da polarização nacional entre PT e PSDB. Disse que também reforça a tese de que o PMDB deve ter candidato próprio à Presidência da República no ano que vem.
Segundo o Datafolha, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) é o favorito nos seis cenários da pesquisa, que ouviu terça e quarta-feira desta semana 1.798 eleitores paulistas. Três dos cenários confrontam Quércia com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o senador Aloizio Mercadante (PT) e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT).
''O resultado significa que o PMDB deve lançar candidato a presidente da República'', afirmou Requião. ''Também mostra com clareza que essa nuance de contradição PT-PSDB está exaurida. Que essa suposta polarização [da disputa nacional] entre PT e PSDB é uma falácia.''
Para Requião, o tamanho do eleitorado de São Paulo e o peso político do Estado permitem transportar a análise do resultado para a situação nacional. Mas ele não arrisca apontar um nome capaz de aliar as correntes do seu partido. ''Não podemos lançar um candidato a presidente sem antes definir o que fazer'', diz, referindo-se a um plano de governo.
''O Brasil espera um Kirchner [Néstor Kirchner, presidente da Argentina]'', disse Requião. Ele faz a vinculação ao dizer que Kirchner conseguiu ''reerguer uma Argentina caída''. No caso brasileiro, afirma que a população espera um candidato ''com proposta que reacenda a esperança, mas com perspectivas de desenvolvimento claras e concretas''.
O governador do Paraná diz identificar em Quércia o perfil manifestado na pesquisa pelas ''posições nacionalistas que ele representa''.
Requião já foi adversário interno de Quércia. Acusava-o de corrupto, quando o ex-governador paulista dominava o PMDB nacional. No seu primeiro governo do Paraná, Requião criou o serviço ''Dique Quércia'' para receber denúncias. Diz que hoje dialoga com Quércia, ''como com todos da cúpula do PMDB''.
O governador do Paraná diz que a falta de unidade no partido é superável. ''Não é só o PMDB que é complicado. O Brasil é um país complicado, a política é uma coisa complicada."
Ele diz que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva o decepcionou. ''Temos um companheiro [no governo] e não temos as mudanças propostas. O Lula é meu amigo, mas o governo dele não é. Quanta frustração.''
Especial

