24/12/2005
-
09h51
O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), protestou ontem contra a atuação da Polícia Federal no combate ao caixa dois na campanha de 2006, anunciada anteontem pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. "As declarações do ministro são totalitárias, arbitrárias, autoritárias e antidemocráticas."
Bornhausen disse que a PF será usada politicamente para beneficiar o PT e os aliados. "Os partidos são, na forma da lei, fiscalizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Qualquer interferência externa significa um ato servil de organismo público para atender a interesses do presidente da República e do seu ministro."
Na entrevista, o ministro disse que, como caixa dois é crime eleitoral, a PF, trabalhando em conjunto com o Ministério Público, tem de fiscalizar e investigar essa prática.
A assessoria de Bornhausen divulgou nota com as críticas a Thomaz Bastos: "O PFL repele, com veemência, a explicita ameaça de violência contra os partidos políticos feita pelo ministro da Justiça". "Aconselho o ministro a investigar e prender os corruptos e corruptores que enlamearam o governo."
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Jorge Bornhausen
Leia a cobertura completa sobre a crise em Brasília
Bornhausen afirma que PF será usada para beneficiar o PT
Publicidade
da Folha de S.Paulo, em BrasíliaO presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), protestou ontem contra a atuação da Polícia Federal no combate ao caixa dois na campanha de 2006, anunciada anteontem pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. "As declarações do ministro são totalitárias, arbitrárias, autoritárias e antidemocráticas."
Bornhausen disse que a PF será usada politicamente para beneficiar o PT e os aliados. "Os partidos são, na forma da lei, fiscalizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Qualquer interferência externa significa um ato servil de organismo público para atender a interesses do presidente da República e do seu ministro."
Na entrevista, o ministro disse que, como caixa dois é crime eleitoral, a PF, trabalhando em conjunto com o Ministério Público, tem de fiscalizar e investigar essa prática.
A assessoria de Bornhausen divulgou nota com as críticas a Thomaz Bastos: "O PFL repele, com veemência, a explicita ameaça de violência contra os partidos políticos feita pelo ministro da Justiça". "Aconselho o ministro a investigar e prender os corruptos e corruptores que enlamearam o governo."
Especial
