17/01/2006
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19h47
Foi preso no final da tarde desta terça-feira o advogado Marcus Valerius Pinto Pinheiro de Macedo, que prestava depoimento na sub-Relatoria de Contratos da CPI dos Correios. A prisão foi determinada pelo presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS), que atendeu ao deputado Geraldo Tadeu (PPS-MG).
Ao inquirir o depoente, Geraldo Thadeu sugeriu quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico da família dele. Marcus Valerius respondeu com ironia: "E da mãe?" O parlamentar julgou a resposta ofensiva, o que justificaria a prisão em flagrante por desacato.
Não foi a primeira ameaça recebida pelo advogado. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), sub-relator da CPI, já havia ameaçado antes prender o advogado pelas respostas em seu depoimento, consideradas evasivas e mentirosas.
Marcus Valerius, que prestou serviço para a empresa aérea Skymaster, acusada de irregularidades em licitação do correio aéreo noturno, não quis responder aos parlamentares o destino de R$ 1,036 milhão sacado em espécie das contas da firma, entre fevereiro de 2000 e julho de 2001. A CPI suspeita que a quantia tenha sido utilizada para pagamento de propinas nos Correios.
O advogado foi preso por desacato a funcionário público no exercício da função. A detenção é de 6 meses a 2 anos. Ao sair da CPI, Marcus Valerius afirmou: "fui humilhado e constrangido como cidadão".
Com Agência Brasil
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da Folha OnlineFoi preso no final da tarde desta terça-feira o advogado Marcus Valerius Pinto Pinheiro de Macedo, que prestava depoimento na sub-Relatoria de Contratos da CPI dos Correios. A prisão foi determinada pelo presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS), que atendeu ao deputado Geraldo Tadeu (PPS-MG).
Ao inquirir o depoente, Geraldo Thadeu sugeriu quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico da família dele. Marcus Valerius respondeu com ironia: "E da mãe?" O parlamentar julgou a resposta ofensiva, o que justificaria a prisão em flagrante por desacato.
Não foi a primeira ameaça recebida pelo advogado. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), sub-relator da CPI, já havia ameaçado antes prender o advogado pelas respostas em seu depoimento, consideradas evasivas e mentirosas.
Marcus Valerius, que prestou serviço para a empresa aérea Skymaster, acusada de irregularidades em licitação do correio aéreo noturno, não quis responder aos parlamentares o destino de R$ 1,036 milhão sacado em espécie das contas da firma, entre fevereiro de 2000 e julho de 2001. A CPI suspeita que a quantia tenha sido utilizada para pagamento de propinas nos Correios.
O advogado foi preso por desacato a funcionário público no exercício da função. A detenção é de 6 meses a 2 anos. Ao sair da CPI, Marcus Valerius afirmou: "fui humilhado e constrangido como cidadão".
Com Agência Brasil
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