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Brasil
26/01/2006 - 17h08

Conselho de Ética aprova cassação de Professor Luizinho

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ROSE ANE SILVEIRA
da Folha Online, em Brasília

Por nove votos a cinco, o Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta quinta-feira o relatório de Pedro Canedo (PP-GO) que recomenda a cassação do deputado Professor Luizinho (PT-SP) por quebra de decoro.

Votaram contra a cassação Angela Guadagnin (PT-SP), Benedito Lira (PP-AL), Edmar Moreira (PFL-MG), Bosco Costa (PSDB-SE) e Jairo Carneiro (PFL-BA).

Além do relator, votaram pela cassação Ann Pontes (PMDB-PA), Nelson Trad (PMDB-MS), Cezar Schirmer (PMDB-RS), Júlio Delgado (PSB-MG), Chico Alencar (PSOL-RJ), Orlando Fantazzini (PSOL-SP), Moroni Torgan (PFL-CE), e Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP).

Luizinho foi o primeiro deputado do PT a ser julgado após a cassação de José Dirceu (PT-SP) e é acusado de ser beneficiário de R$ 20 mil do esquema montado por Marcos Valério Fernandes de Souza.

O dinheiro foi sacado por um assessor do seu gabinete. O petista diz que não sabia da operação e que os recursos abasteceram campanhas de vereadores do PT no ABC paulista, sua base eleitoral.

Em seu parecer, Canedo escreve: "houve, sem dúvida, intermediação do parlamentar no saque efetivado pelo seu ex-assessor. Nenhum funcionário tem autonomia para obter recursos sem a intermediação do agente político. Toda a história é inverossímil: saque vultoso em espécie, pagamento em espécie com recibo que só apareceu muito tempo depois e a demora do representado em exonerar o ex-assessor".

"O voto contradiz o relatório. Isso é inusitado. É de uma arbitrariedade, é de uma violência. O Conselho deve demonstrar que cada caso é um caso. Ele não pode querer dar a pena de morte para quem bate uma carteira e para quem assassina ou para quem, ao estar passando na rua, é confundido", afirmou Luizinho no último dia 19, quando o relatório foi apresentado. Ele explicou que se considera o "confundido" nesses três casos.

"Continuarei lutando e vou até as últimas conseqüências para poder demonstrar que não tive nenhuma participação", reiterou.

O parecer de Canedo contrariou as expectativas iniciais de alguns parlamentares de que o deputado do PP fosse pedir a absolvição do petista.

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