Publicidade

Publicidade
Brasil
21/02/2006 - 21h53

Alckmin admite pela 1ª vez apoiar outro candidato do PSDB

Publicidade
FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, abrandou o tom do discurso pré-eleitoral. Ao chegar no jantar com a bancada federal do PSDB em Brasília, Alckmin admitiu pela primeira vez a possibilidade de apoiar outro tucano à Presidência da República.

"O candidato que o PSDB escolher terá o soldado Alckmin à frente e puxando a bandeira. Apoiarei com o maior empenho o candidato do PSDB", disse ele ao chegar na casa do deputado licenciado Eduardo Gomes (TO).

Apesar de baixar o tom, Alckmin manteve sua pré-candidatura. "Vou trabalhar para que esse candidato seja Geraldo Alckmin."

Para minimizar o efeito da disputa com o prefeito de São Paulo, José Serra, pela candidatura do PSDB, Alckmin disse que ele é o nome da "unidade". "Quero deixar claro que vou trabalhar para ser o candidato do entendimento e da unidade partidária. Quem apostar na divisão do PSDB vai errar."

A mudança de tom ocorreu no mesmo dia em que Alckmin almoçou com a cúpula do PSDB no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Participaram do encontro o triunvirato tucano, formado pelo presidente do partido, Tasso Jereissati, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador de Minas, Aécio Neves.

Pela manhã, Alckmin recebeu o apoio da bancada estadual paulista, que pressionou a cúpula a acelerar o processo de escolha do candidato tucano. Essa pressão não foi bem recebida por todos os membros do PSDB. "Foi uma posição intempestiva. Tudo bem cada um ter uma posição, mas fora de um certo contexto é adicionar pimenta. Nós já trabalhamos para consertar as brechas e se não tiver unidade, pode acontecer o que aconteceu com o Serra em 2002, quando ele foi abandonado por muitos. E se não for para ter uma unidade monolítica, é melhor não disputar a eleição", afirmou o deputado federal Antonio Carlos Pannunzio (SP).

Alinhamento

O governador paulista sinalizou que está disposto a alinhar seu discurso ao da cúpula tucana, que rechaça a realização de prévias para escolha do candidato. "Não há razão para discutir prévias neste momento. Não há razão para fazer correria. Temos até março para definir o candidato."

Hoje, depois de ser pressionado pela bancada estadual paulista e pelos excluídos do PSDB --liderados pelo governador Marconi Perillo (GO)--, Tasso foi obrigado a admitir a possibilidade de realização de prévias. Ontem, foi FHC que cogitou essa hipótese.

Tasso, entretanto, deixou claro que prefere um entendimento às prévias. "Como presidente do partido, continuo acreditando que podemos chegar ao entendimento."

Para cacifar sua candidatura, Alckmin tem viajado pelo país em busca de apoio entre lideranças locais. Segundo deputados presentes no jantar, foi Alckmin que marcou o encontro de hoje e convidou um a um para uma conversa.

"Pelo levantamento e sentimento da bancada, ela apóia Alckmin. A maioria apóia Alckmin e nosso sentimento não mudou", disse o deputado Sílvio Torres (SP).

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre eleições de 2006
  • Leia a cobertura completa sobre a crise em Brasília

  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca