06/03/2006
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19h22
O ex-presidente da Refer (Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social), Jorge Moura, denunciou a perda de R$ 38 milhões da reserva técnica do plano de saúde dos servidores da Rede Ferroviária. Ele depôs hoje na sub-relatoria de fundos de pensão da CPI dos Correios.
A Refer informou que o plano de saúde não tem nenhuma ligação com a entidade. Segundo o fundo, o plano de saúde é administrado pela Sesef (Serviço Social das Estradas de Ferro).
Moura disse que quando deixou a presidência da Refer, em 2004, a reserva técnica somava R$ 45 milhões. "De lá para cá foram torrados R$ 38 milhões na venda de títulos com deságio entre 10% e 12%. Esse era um dinheiro público, que vinha da Rede Ferroviária."
Ele sugeriu que a CPI peça ao TCU (Tribunal de Contas da União) e ao Ministério Público Federal que investiguem o paradeiro dos recursos. "O plano de saúde pode ficar descoberto em um período de 60 dias, com sérios riscos para seus 45 mil beneficiários, incluindo ex-funcionários e dependentes', disse.
Acerto
Moura negou as acusações de que teria telefonado a Murilo Almeida Rego, filho do empresário Haroldo Almeida Rego Filho para tentar um "acerto" em troca do favorecimento da financeira Novainvest na gestão do fundo. A denúncia sobre o acerto foi feita por Murilo Almeida Rego em depoimento anterior à sub-relatoria. Moura declarou que nunca ligou para o empresário.
O ex-presidente da Refer acusou a família Almeida Rego de tentar influenciar o fundo para pôr em prática um projeto de terceirização da carteira de títulos públicos, em 2004. A operação foi aprovada pela diretoria da Refer, mas posteriormente vetada pelo conselho deliberativo.
Em sua defesa, Moura informou que a Refer teve resultados financeiros positivos durante sua gestão, em 2003 e 2004. Ele negou ter conhecimento de qualquer pressão do ex-assessor da Casa Civil Marcelo Sereno ou do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para que a Refer favorecesse o BMG ou Rural ou qualquer outro banco nas operações.
Ausência
O representante do Banco Santos José Mariano Drummond Filho não campareceu para depor nesta tarde. O sub-relator, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), afirmou que vai acionar a Polícia Federal para notificar a testemunha.
Com Agência Câmara
Especial
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Ex-presidente da Refer diz que plano de saúde teve perda de R$ 38 mi
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da Folha OnlineO ex-presidente da Refer (Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social), Jorge Moura, denunciou a perda de R$ 38 milhões da reserva técnica do plano de saúde dos servidores da Rede Ferroviária. Ele depôs hoje na sub-relatoria de fundos de pensão da CPI dos Correios.
A Refer informou que o plano de saúde não tem nenhuma ligação com a entidade. Segundo o fundo, o plano de saúde é administrado pela Sesef (Serviço Social das Estradas de Ferro).
Moura disse que quando deixou a presidência da Refer, em 2004, a reserva técnica somava R$ 45 milhões. "De lá para cá foram torrados R$ 38 milhões na venda de títulos com deságio entre 10% e 12%. Esse era um dinheiro público, que vinha da Rede Ferroviária."
Ele sugeriu que a CPI peça ao TCU (Tribunal de Contas da União) e ao Ministério Público Federal que investiguem o paradeiro dos recursos. "O plano de saúde pode ficar descoberto em um período de 60 dias, com sérios riscos para seus 45 mil beneficiários, incluindo ex-funcionários e dependentes', disse.
Acerto
Moura negou as acusações de que teria telefonado a Murilo Almeida Rego, filho do empresário Haroldo Almeida Rego Filho para tentar um "acerto" em troca do favorecimento da financeira Novainvest na gestão do fundo. A denúncia sobre o acerto foi feita por Murilo Almeida Rego em depoimento anterior à sub-relatoria. Moura declarou que nunca ligou para o empresário.
O ex-presidente da Refer acusou a família Almeida Rego de tentar influenciar o fundo para pôr em prática um projeto de terceirização da carteira de títulos públicos, em 2004. A operação foi aprovada pela diretoria da Refer, mas posteriormente vetada pelo conselho deliberativo.
Em sua defesa, Moura informou que a Refer teve resultados financeiros positivos durante sua gestão, em 2003 e 2004. Ele negou ter conhecimento de qualquer pressão do ex-assessor da Casa Civil Marcelo Sereno ou do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para que a Refer favorecesse o BMG ou Rural ou qualquer outro banco nas operações.
Ausência
O representante do Banco Santos José Mariano Drummond Filho não campareceu para depor nesta tarde. O sub-relator, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), afirmou que vai acionar a Polícia Federal para notificar a testemunha.
Com Agência Câmara
Especial
