18/03/2006
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22h54
da Folha de S.Paulo
O almoço entre o governador Geraldo Alckmin e o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, terá, neste domingo (19), um ingrediente indigesto. O encontro se dá em meio uma crise entre a cúpula do PFL e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE).
Depois de uma briga com o deputado Pauderney Avelino (AM) no plenário do Senado, Tasso teria dito em entrevista ao UOL que o prefeito do Rio, Cesar Maia, é difícil.
Líder do PFL na Câmara e filho de Cesar, Rodrigo Maia reagiu, chamando Tasso de inábil e deselegante.
"Em 48 horas, Tasso já deu uma demonstração de que não tem a menor habilidade para conduzir um processo de aliança. As críticas desnecessárias e sem educação em relação ao prefeito do Rio e ao deputado Pauderney Avelino provam isso", disse Rodrigo Maia.
E acrescentou: "Lembro apenas ao presidente do PSDB que, em 2002, enquanto José Serra era traído por candidatos do próprio PSDB, o prefeito Cesar Maia ficou ao seu lado até o final do segundo turno".
Rodrigo Maia não citou nomes. Mas, em 2002, quando Serra era candidato à Presidência da República, Tasso declarou publicamente seu apoio a Ciro Gomes, que concorria pelo PPS/PTB/PDT.
A relação entre Tasso e o PFL azedou na quarta-feira (15), quando o senador foi tirar satisfações com Pauderney por ter criticado a escolha de Alckmin para a corrida presidencial. O bate-boca foi marcado por troca de insultos.
No mesmo dia, Tasso deixou de comparecer a uma reunião com Bornhausen. O presidente do PFL esperou até as 19h por um telefonema de Tasso, mas acabou embarcando naquela noite mesmo para o Rio, onde se reuniria no dia seguinte com Cesar.
Na quinta-feira (16), já no Rio, Bornhausen telefonou para Tasso e foi informado que o presidente do PSDB viajaria para o exterior e só poderia discutir alianças na volta, daqui a uma semana.
Na sexta-feira (17), Bornhausen evitou criticar publicamente o amigo. Mas, ao falar do almoço com Alckmin, fez uma gracinha: "Agora que o Tasso viajou para o exterior, o governador Geraldo Alckmin vai poder tratar de aliança".
Bornhausen adiantou ainda que apresentará um roteiro para Alckmin, que começa com a montagem de palanques nos dez Estados em que o PFL pretende lançar candidato a governador. Bornhausen antecipou ainda que, fechada a aliança, o "PFL não poderá admitir ingerência ou veto do PSDB na escolha do vice".
Segundo ele, o candidato terá "a liberdade" de apresentar um perfil ideal. Mas que caberá ao PFL decidir o vice. Ele lembra que, em 1994, os tucanos vetaram, num primeiro momento, o nome de Marco Maciel. "Devemos aprender com nossos erros passados. Não vamos permitir que isso se repita", disse.
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Relação PFL-PSDB azeda em meio à costura de aliança
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CATIA SEABRAda Folha de S.Paulo
O almoço entre o governador Geraldo Alckmin e o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, terá, neste domingo (19), um ingrediente indigesto. O encontro se dá em meio uma crise entre a cúpula do PFL e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE).
Depois de uma briga com o deputado Pauderney Avelino (AM) no plenário do Senado, Tasso teria dito em entrevista ao UOL que o prefeito do Rio, Cesar Maia, é difícil.
Líder do PFL na Câmara e filho de Cesar, Rodrigo Maia reagiu, chamando Tasso de inábil e deselegante.
"Em 48 horas, Tasso já deu uma demonstração de que não tem a menor habilidade para conduzir um processo de aliança. As críticas desnecessárias e sem educação em relação ao prefeito do Rio e ao deputado Pauderney Avelino provam isso", disse Rodrigo Maia.
E acrescentou: "Lembro apenas ao presidente do PSDB que, em 2002, enquanto José Serra era traído por candidatos do próprio PSDB, o prefeito Cesar Maia ficou ao seu lado até o final do segundo turno".
Rodrigo Maia não citou nomes. Mas, em 2002, quando Serra era candidato à Presidência da República, Tasso declarou publicamente seu apoio a Ciro Gomes, que concorria pelo PPS/PTB/PDT.
A relação entre Tasso e o PFL azedou na quarta-feira (15), quando o senador foi tirar satisfações com Pauderney por ter criticado a escolha de Alckmin para a corrida presidencial. O bate-boca foi marcado por troca de insultos.
No mesmo dia, Tasso deixou de comparecer a uma reunião com Bornhausen. O presidente do PFL esperou até as 19h por um telefonema de Tasso, mas acabou embarcando naquela noite mesmo para o Rio, onde se reuniria no dia seguinte com Cesar.
Na quinta-feira (16), já no Rio, Bornhausen telefonou para Tasso e foi informado que o presidente do PSDB viajaria para o exterior e só poderia discutir alianças na volta, daqui a uma semana.
Na sexta-feira (17), Bornhausen evitou criticar publicamente o amigo. Mas, ao falar do almoço com Alckmin, fez uma gracinha: "Agora que o Tasso viajou para o exterior, o governador Geraldo Alckmin vai poder tratar de aliança".
Bornhausen adiantou ainda que apresentará um roteiro para Alckmin, que começa com a montagem de palanques nos dez Estados em que o PFL pretende lançar candidato a governador. Bornhausen antecipou ainda que, fechada a aliança, o "PFL não poderá admitir ingerência ou veto do PSDB na escolha do vice".
Segundo ele, o candidato terá "a liberdade" de apresentar um perfil ideal. Mas que caberá ao PFL decidir o vice. Ele lembra que, em 1994, os tucanos vetaram, num primeiro momento, o nome de Marco Maciel. "Devemos aprender com nossos erros passados. Não vamos permitir que isso se repita", disse.
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