20/03/2006
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13h47
da Folha de S.Paulo
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou hoje, que a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo da Costa é grave e que precisa ser apurada. O sigilo bancário do caseiro vazou para a imprensa na sexta passada, um dia depois de seu depoimento na CPI dos Bingos ser suspenso por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) e dele passar a ser protegido pela Polícia Federal.
"Acredito que seja uma violação grave. Essa quebra de sigilo é séria, precisa ser apurada e vai ser apurada."
A afirmação foi feita pela manhã, durante um evento da Polícia Federal em São Paulo, onde foram destruídas mercadorias piratas e contrabandeadas apreendidas em operações que resultaram na prisão do empresário chinês Law Kin Chong e sua mulher, Miriam Law.
Dados sobre a movimentação bancária do caseiro Francenildo dos Santos Costa foram divulgados na última edição da revista "Época". A reportagem sugere que pode ter sido comprado o depoimento no qual ele contou à CPI dos Bingos ter visto o ministro Antonio Palocci (Fazenda) em uma casa em Brasília utilizada para festas com garotas de programa e para reuniões de lobby. A movimentação bancária do caseiro mostra que sua conta na Caixa Econômica Federal recebeu R$ 25 mil em depósitos desde janeiro,
O caseiro informou que acionará a Caixa Econômica Federal na Justiça para que o banco informe quem são os responsáveis por quebrar o sigilo de sua conta poupança na quinta-feira passada.
Em São Paulo hoje pela manhã, o ministro afirmou que estava retornando de uma viagem a Rondônia e que iria discutir com a PF as providências necessárias para cuidar do caso.
"A PF vai apurar [a quebra de sigilo] das maneiras que ela tem: abrindo inquérito policial, investigando e trabalhando", disse o ministro.
Bastos disse ainda que que o vazamento de informações é "uma praga" no Brasil. "É uma coisa terrível que precisa ser combatida e coibida e vamos combater isso. Ninguém está fora da legalidade. Ninguém está acima da lei. Isso vai ser investigado e depois de apurado temos certeza que os responsáveis serão punidos."
Ele não atribui o vazamento à falha de algum órgão do governo. "Não sei se houve falhas e isso vai ser apurado. O governo é o maior interessado nesta apuração."
Origem do dinheiro
Logo após o vazamento de seu sigilo, o caseiro deu uma entrevista para explicar a origem dos depósitos e para dizer que suspeitava que seus dados foram vazados pela Polícia Federal, pois havia entregue seu cartão bancário para policiais.
Sobre a origem do dinheiro, o caseiro afirmou que era resultado de um acordo fechado com seu pai biológico, que teria dado uma ajuda financeira em vez de atender seu pedido de reconhecimento de paternidade.
Depoimento
Antes do depoimento ser suspenso, Francenildo confirmou todas as denúncias feitas contra Palocci. Segundo ele, Palocci, freqüentava a casa alugada no Lago Sul de Brasília por seus ex-assessores de Ribeirão Preto, Vladimir Poleto e Ralf Barquete.
Palocci seria chamado de "chefe" pelos ex-assessores, chegava na sozinho e de carro. Ele também disse que viu na casa o empresário de jogos Artur José Teixeira Valente Oliveira Caio, apontado por Buratti por dar R$ 1 milhão para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.
Francenildo confirmou ter conversado com o ministro por interfone e disse que confirmava "até morrer" que viu Palocci na casa. O depoimento do caseiro desmente a declaração dada pelo ministro à CPI. Palocci disse que nunca freqüentou essa casa.
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Bastos diz que violação do sigilo de caseiro será apurada
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CLAUDIA ROLLIda Folha de S.Paulo
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou hoje, que a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo da Costa é grave e que precisa ser apurada. O sigilo bancário do caseiro vazou para a imprensa na sexta passada, um dia depois de seu depoimento na CPI dos Bingos ser suspenso por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) e dele passar a ser protegido pela Polícia Federal.
"Acredito que seja uma violação grave. Essa quebra de sigilo é séria, precisa ser apurada e vai ser apurada."
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| Francenildo da Costa |
Dados sobre a movimentação bancária do caseiro Francenildo dos Santos Costa foram divulgados na última edição da revista "Época". A reportagem sugere que pode ter sido comprado o depoimento no qual ele contou à CPI dos Bingos ter visto o ministro Antonio Palocci (Fazenda) em uma casa em Brasília utilizada para festas com garotas de programa e para reuniões de lobby. A movimentação bancária do caseiro mostra que sua conta na Caixa Econômica Federal recebeu R$ 25 mil em depósitos desde janeiro,
O caseiro informou que acionará a Caixa Econômica Federal na Justiça para que o banco informe quem são os responsáveis por quebrar o sigilo de sua conta poupança na quinta-feira passada.
Em São Paulo hoje pela manhã, o ministro afirmou que estava retornando de uma viagem a Rondônia e que iria discutir com a PF as providências necessárias para cuidar do caso.
"A PF vai apurar [a quebra de sigilo] das maneiras que ela tem: abrindo inquérito policial, investigando e trabalhando", disse o ministro.
Bastos disse ainda que que o vazamento de informações é "uma praga" no Brasil. "É uma coisa terrível que precisa ser combatida e coibida e vamos combater isso. Ninguém está fora da legalidade. Ninguém está acima da lei. Isso vai ser investigado e depois de apurado temos certeza que os responsáveis serão punidos."
Ele não atribui o vazamento à falha de algum órgão do governo. "Não sei se houve falhas e isso vai ser apurado. O governo é o maior interessado nesta apuração."
Origem do dinheiro
Logo após o vazamento de seu sigilo, o caseiro deu uma entrevista para explicar a origem dos depósitos e para dizer que suspeitava que seus dados foram vazados pela Polícia Federal, pois havia entregue seu cartão bancário para policiais.
Sobre a origem do dinheiro, o caseiro afirmou que era resultado de um acordo fechado com seu pai biológico, que teria dado uma ajuda financeira em vez de atender seu pedido de reconhecimento de paternidade.
Depoimento
Antes do depoimento ser suspenso, Francenildo confirmou todas as denúncias feitas contra Palocci. Segundo ele, Palocci, freqüentava a casa alugada no Lago Sul de Brasília por seus ex-assessores de Ribeirão Preto, Vladimir Poleto e Ralf Barquete.
Palocci seria chamado de "chefe" pelos ex-assessores, chegava na sozinho e de carro. Ele também disse que viu na casa o empresário de jogos Artur José Teixeira Valente Oliveira Caio, apontado por Buratti por dar R$ 1 milhão para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.
Francenildo confirmou ter conversado com o ministro por interfone e disse que confirmava "até morrer" que viu Palocci na casa. O depoimento do caseiro desmente a declaração dada pelo ministro à CPI. Palocci disse que nunca freqüentou essa casa.
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