27/03/2006
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19h20
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, encaminhou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva carta colocando seu cargo à disposição. Ele depôs hoje na Polícia Federal, de onde saiu indiciado pelos crimes de violação de sigilo bancário e de sigilo funcional.
Mattoso admitiu ter pedido para assessores o extrato do caseiro Francenildo Costa, que desmentiu o ministro Antonio Palocci (Fazenda) na CPI dos Bingos. Francenildo disse que viu Palocci na casa alugada pelos ex-assessores de Ribeirão Preto. A casa era usada, segundo a CPI, para negociatas entre lobbistas e festas com prostitutas.
Veja a íntegra da nota de Mattoso:
"Na condição de Presidente da CAIXA, no pleno e legítimo exercício de minhas funções, tive acesso a informações sobre movimentação atípica em conta de cliente.
Cumprindo meus deveres funcionais e sem que isso de forma alguma representasse quebra indevida de sigilo, determinei, a propósito, a adoção das providências previstas na Lei n.º 9613/98, cujas disposições aplicam-se indistintamente a todas as instituições financeiras.
Assim agindo, na forma da lei acima mencionada, procurei fazer com que a informação chegasse regularmente ao COAF, órgão integrante da estrutura do Ministério da Fazenda e que detém competência legal para conhecer e analisar assuntos dessa natureza. Comuniquei, também, o fato à autoridade superior à qual a CAIXA encontra-se vinculada.
Não fui o responsável pelo vazamento da informação e estou convicto de que nenhum empregado da CAIXA deu causa à divulgação indevida, atuando nos estritos limites da legalidade.
Entretanto, diante das repercussões desse episódio, visando resguardar imagem institucional da CAIXA, entendi por bem colocar meu cargo à disposição do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, na certeza de que, ao final, tudo será devidamente esclarecido."
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FELIPE RECONDOda Folha Online, em Brasília
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, encaminhou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva carta colocando seu cargo à disposição. Ele depôs hoje na Polícia Federal, de onde saiu indiciado pelos crimes de violação de sigilo bancário e de sigilo funcional.
Mattoso admitiu ter pedido para assessores o extrato do caseiro Francenildo Costa, que desmentiu o ministro Antonio Palocci (Fazenda) na CPI dos Bingos. Francenildo disse que viu Palocci na casa alugada pelos ex-assessores de Ribeirão Preto. A casa era usada, segundo a CPI, para negociatas entre lobbistas e festas com prostitutas.
Veja a íntegra da nota de Mattoso:
"Na condição de Presidente da CAIXA, no pleno e legítimo exercício de minhas funções, tive acesso a informações sobre movimentação atípica em conta de cliente.
Cumprindo meus deveres funcionais e sem que isso de forma alguma representasse quebra indevida de sigilo, determinei, a propósito, a adoção das providências previstas na Lei n.º 9613/98, cujas disposições aplicam-se indistintamente a todas as instituições financeiras.
Assim agindo, na forma da lei acima mencionada, procurei fazer com que a informação chegasse regularmente ao COAF, órgão integrante da estrutura do Ministério da Fazenda e que detém competência legal para conhecer e analisar assuntos dessa natureza. Comuniquei, também, o fato à autoridade superior à qual a CAIXA encontra-se vinculada.
Não fui o responsável pelo vazamento da informação e estou convicto de que nenhum empregado da CAIXA deu causa à divulgação indevida, atuando nos estritos limites da legalidade.
Entretanto, diante das repercussões desse episódio, visando resguardar imagem institucional da CAIXA, entendi por bem colocar meu cargo à disposição do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, na certeza de que, ao final, tudo será devidamente esclarecido."
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